Suspensão da greve foi decidida ontem pelos metroviários. Rodízio municipal de veículos está em vigor nesta terça-feira

O Metrô de São Paulo opera normalmente nesta terça-feira (10), um dia após a  suspensão da paralisação dos metroviários  decidida em assembleia do sindicato na noite de ontem. Todas as estações estão abertas e as composições funcionam normalmente. Os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os ônibus também têm operação normal.

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Com a suspensão da greve dos metroviários, o rodízio municipal de veículo volta a vigorar na região do centro expandido entre os horários de pico, das 7h às 10h e das 17h às 20h, para carros com placas final 3 e 4. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a capital lentidão acima da média para o horário .

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Os metroviários de São Paulo decidiram nesta segunda-feira suspender temporariamente a greve após cinco dias de muitos problemas no transporte público, mas marcaram uma nova assembleia para quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo, para avaliar os rumos do movimento.

O sindicato dos Metroviários continuará negociando a revogação da demissão de 42 funcionários para a categoria voltará a cruzar os braços na quinta-feira, dia do jogo entre Brasil e Croácia, na capital paulista.

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O sindicato afirma que está novamente em "estado de greve". "Continua a mobilização nas áreas. Vamos fazer a maior assembleia da história da categoria no dia 11. Esse deve ser o desafio do metroviário. Queremos negociar a volta dos metroviários demitidos. Ninguém vai ficar para trás", diz a nota.

Ainda nesta segunda-feira, uma reunião entre o sindicato e representantes do governo estadual na Superintendência Regional do Trabalho terminou sem acordo sobre a revogação das demissões, que é a principal reivindicação da categoria para que voltasse ao trabalho.

Antes de a assembleia acabar, a assessoria de imprensa da Secretaria dos Transportes Metropolitanos havia informado que "o movimento estava perdendo força", já que das 65 estações do Metrô, 50 delas já estavam abertas e operando parcialmente. Cerca de 4,5 milhões de pessoas utilizam o metrô na cidade.

A Justiça do Trabalho julgou a paralisação abusiva no domingo, mas o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu pela manutenção da greve em assembleia realizada no mesmo dia.

O desembargador Rafael Pugliese, do Tribunal Regional do Trabalho, definiu o reajuste salarial de 8,7% para a categoria, que reivindica um aumento de 12,2% nos salários. Na mesma decisão, a Justiça determinou o retorno imediato ao trabalho, sob pena de 500 mil reais de multa diária.

Ontem, a tropa de choque da Polícia Militar entrou em confronto com grevistas que realizavam um piquete na estação Ana Rosa, na zona sul da capital. Uma avenida chegou a ser bloqueada com lixo queimado, e a polícia usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para liberar o acesso à estação. Treze metroviários chegaram a ser levados para a delegacia.

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