TRT pediu readequação do bloqueio de R$ 3 milhões para R$ 900 mil nas contas do sindicato dos Metroviários de SP

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu nesta terça-feira (10) bloquear as contas bancárias dos sindicatos envolvidos na greve do Metrô de São Paulo, que teve início na última quinta-feira (5).

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O valor bloqueado inicialmente nas contas do sindicato dos Metroviários é de R$ 3 milhões, que, segundo a Justiça, deve cobrir a penalidade relativa aos quatro dias anteriores ao julgamento, bem como a paralisação que continuou após a ordem judicial dada no domingo (8). Porém, ainda nesta manhã o TRT pediu a readequação do bloqueio para R$ 900 mil.

O bloqueio foi solicitado pelo relator do caso, desembargador Rafael Pugliese, que, juntamente com a Seção de Dissídios Coletivos do TRT-2, julgou abusiva a greve e determinou o imediato retorno ao trabalho, estipulando multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

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O bloqueio foi solicitado pelo relator do caso, desembargador Rafael Pugliese, que, juntamente com a Seção de Dissídios Coletivos do TRT-2, julgou abusiva a greve e determinou o imediato retorno ao trabalho, estipulando multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Outro sindicato que também teve as contas bloqueadas foi o dos Engenheiros, que teve um bloqueio de R$ 400 mil, uma vez que a categoria retornou ao trabalho após o julgamento, devendo apenas a multa relativa aos quatro dias anteriores à decisão que considerou a greve abusiva.

Suspensão da greve

Os metroviários de São Paulo decidiram nesta segunda-feira suspender temporariamente a greve após cinco dias de muitos problemas no transporte público, mas marcaram uma nova assembleia para quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo, para avaliar os rumos do movimento.

O sindicato dos Metroviários continuará negociando a revogação da demissão de 42 funcionários para a categoria voltará a cruzar os braços na quinta-feira, dia do jogo entre Brasil e Croácia, na capital paulista.

O sindicato afirma que está novamente em "estado de greve". "Continua a mobilização nas áreas. Vamos fazer a maior assembleia da história da categoria no dia 11. Esse deve ser o desafio do metroviário. Queremos negociar a volta dos metroviários demitidos. Ninguém vai ficar para trás", diz a nota.

Ainda nesta segunda-feira, uma reunião entre o sindicato e representantes do governo estadual na Superintendência Regional do Trabalho terminou sem acordo sobre a revogação das demissões, que é a principal reivindicação da categoria para que voltasse ao trabalho.

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