Paralisação da categoria entra no quinto dia nesta segunda (9). Greve foi considerada ilegal e abusiva pelo TRT

Os metroviários de São Paulo se reúnem neste momento com representantes do governo estadual na Superintendência Regional do Trabalho, no Centro, às 15h desta segunda-feira (9). A assembleia que estava marcada para as 13h foi cancelada e só deve acontecer após a reunião.

Movimentação no sindicato dos Metroviários no início da tarde desta segunda-feira (9)
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Movimentação no sindicato dos Metroviários no início da tarde desta segunda-feira (9)

Participam da reunião o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes e o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido. Além disso, representantes de outros sindicatos támbem devem comparecer a reunião. Nesta segunda-feira, a categoria entrou no quinto dia de paralisação.

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Decisão da Justiça

Por unanimidade, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva e ilegal a greve dos metroviários durante sessão extraordinária realizada neste domingo (8), em São Paulo. Com a decisão, a multa diária anterior, estipulada em R$ 100 mil por dia não trabalhado, foi elevada para R$ 500 mil, pressionando ainda mais a categoria a voltar ao batente

Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do sindicato da categoria, disse que a proposta oferecida pelo governo estadual, a mesma da Justiça – 8,7% de aumento sobre os salários em 30 abril deste ano, que considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de 3,5% de aumento real – é insuficiente. O sindicato deve recorrer da decisão.

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Altino disse ainda que o sindicato não tem intenção de prejudicar a Copa do Mundo – a abertura do evento ocorre daqui três dias na capital paulista. “O sindicato não quer acabar com a Copa. Sou torcedor de futebol e vou torcer pelo Brasil. Mas tem que ter dinheiro também para o trabalhador, não pode gastar só com o Itaquerão, só com grandes obras”, declarou.

O presidente do sindicato comentou ainda sobre a possibilidade de demissões. “Se tiver demissão, a situação vai piorar, porque nós vamos aumentar a greve. Se demitir vamos ficar mais dias em greve. Eu espero que a gente volte. Se o governador buscar uma negociação, a gente sai desse impasse”, disse ele. 

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