Metroviários suspendem greve em São Paulo até a estreia do Brasil na Copa

Por Ana Flávia Oliveira , iG São Paulo | - Atualizada às

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Reunião entre grevistas e governo não avançou nas propostas, mas metroviários decidiram interromper paralisação na capital

A cidade de São Paulo não terá nesta terça-feira (10) o sexto dia de greve do Metrô. Após reunião em que não houve avanço na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no centro de São Paulo, os metroviários decidiram, em assembleia, voltar ao trabalho e, em nova assembleia, no dia 11, decidir se param no dia 12, data da estreia do Brasil na Copa do Mundo.  

"Voltamos imediatamente ao trabalho em respeito à população. Quando a gente decide fazer greve, fazemos greve. Quando a gente decide voltar a trabalhar, queremos voltar o mais rápido possivel exatamente para atender melhor a população de São Paulo", disse o presidente do do sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

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Ana Flávia Oliveira
Metroviário se preparam para votar a continuidade da greve em São Paulo

Antes da votação, Prazeres pediu que os trabalhadores resistissem ao receio de demissão e votassem pela continuidade da paralisação. Ele insistiu pela readmissão dos 42 funcionários demitidos, que estavam presentes da assembleia. "Obviamente se readmitir os companheiros, não teremos greve dia 12", afirmou.

Entre as propostas apresentadas para votação estavam a manutenção da greve, o fim da greve ou a suspensão da paralisação até o dia 11. Venceu a última alternativa. 

Os funcionários do Metrô decidiram interromper a paralisação, mas continuarão em estado de greve e em campanha por melhores condições de trabalho. Na próxima quarta-feira (11), uma nova assembleia vai decidir se a capital paulista terá Metrô ou não na data da estreia da Copa. O Metrô é o principal meio de transporte para a chegada ao Itaquerão, estádio da abertura do Mundial.

A assembleia ocorreu após a reunião em que o governo não aceitou revogar o processo de demissão que seria aplicado aos funcionários que tiveram participação na greve da categoria. Antes do encontro, os metroviários se mostraram dispostos a aceitar o aumento proposto pela Justiça, mas cobravam a revogação das demissões. 

Participaram da reunião o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes e o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido.

Movimentação de passageiros na estação Barra Funda do Metrô após suspensão da paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta terça-feira (10). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMetroviário se preparam para votar a continuidade da greve em São Paulo. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira (9). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraRestos de lixo queimado durante protesto na estação Ana Rosa, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação após o confronto desta manhã (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMesmo com estação reaberta, ônibus saem lotados da estação Ana Rosa. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa após confronto entre a PM e manifestantes no quinto dia de greve do Metrô. Foto: Ana Flávia OliveiraOutro dias de greve: Estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, na sexta-feira (6). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTropa de Choque da Polícia Militar reforça a segurança na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (06). Foto: Paulo Lopes/Futura PressHomem é detido na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (6). Foto: Paulo Lopes/Futura PressMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraNa quinta-feira, primeiro dia de greve, a estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada com paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSEstação Palmeiras-Barra Funda fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressEspera por ônibus em frente a estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, que amanheceu fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressUsuários invadem a estação Corinthians-Itaquera da CPTM, devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSUsuários invadem a linha da estação da CPTM Corinthians-Itaquera, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTrânsito intenso na Radial Leste, nesta quinta-feira (5), próximo a estação Carrão do Metrô, durante a paralisação dos metroviários. Foto: Evaldo Fortunato/Futura PressMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05). Foto: Ana Flávia OliveiraPassageiros tentam entrar em ônibus na zona sul da capital paulista, nesta quinta-feira (05), em dia de greve de metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraVans fazem trajetos de ônibus por até R$ 10 na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (05). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraBalconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMotorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas". Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO taxista Roberto Serafim Trovo, 63 anos, também reclama da greve: "Para nós não compensa ficar no trânsito". Foto: Ana Flávia OliveiraAssembleia dos Metroviários vota pela greve. Foto: Sindicato dos Metroviários/SP

Segundo Jurandir Fernandes, era inaceitável a readmissão dosmetroviários demitidos. “Não houve acordo. É inadmissível a volta dos 42 demitidos. Não houve acordo e não haverá readmissão em hipótese alguma”, disse após a reunião.

Segundo o representante dos metroviários, Altino Prazeres, o presidente do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, chegou a aceitar a readmissão dos demitidos durante a reunião. “Quando foi consultar o governador Geraldo Alckmin, a resposta final dele foi negativa”, disse.

Decisão da Justiça

No fim de semana, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva e ilegal a greve dos metroviários durante sessão extraordinária realizada neste domingo (8), em São Paulo. Com a decisão, a multa diária anterior, estipulada em R$ 100 mil por dia não trabalhado, foi elevada para R$ 500 mil, pressionando ainda mais a categoria a voltar ao trabalho.

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