Reunião entre grevistas, centrais sindicais e secretário de Transportes Metropolitanos ocorreu nesta tarde em São Paulo

Os representantes do sindicato dos Metroviários e o governo de São Paulo não chegaram a um acordo para pode colocar fim a greve de metroviários, que há cinco dias estão paralisados na capital paulista. As duas partes participaram uma de uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no centro de São Paulo.

Mais:

'Nossa força está além da nossa categoria', afirma metroviária demitida em SP

Reunião entre metroviários e governo pode decidir futuro da greve em São Paulo

Mais metroviários podem ser demitidos, diz governador de São Paulo

Durante a reunião, o governo não aceitou revogar o processo de demissão que seria aplicado aos funcionários que tiveram participação na greve da categoria . Antes do encontro, os metroviários se mostraram dispostos a aceitar o aumento proposto pela Justiça, mas cobravam a revogação das demissões. Mesmo sem ter o pedido atendido, uma assembleia no sindicato vai definir o futuro da greve.

Reunião entre autoridades do governo paulista com o sindicato dos metroviários, em São Paulo, nesta segunda-feira (09)
Divulgação
Reunião entre autoridades do governo paulista com o sindicato dos metroviários, em São Paulo, nesta segunda-feira (09)

Participaram da reunião o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes e o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido. 

Segundo Jurandir Fernandes, é inaceitável a readmissão dosmetroviários demitidos. “Não houve acordo. É inadmissível a volta dos 42 demitidos. Não houve acordo e não haverá readmissão em hipótese alguma”, disse após a reunião.

“Há uma tendência de defender os companheiros. Há a tendência de a greve continuar”, disse o representante dos metroviários, Altino Prazeres.

De acordo com ele, o presidente do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, chegou a aceitar, durante a reunião, a readmissão de todos os demitidos, exceto dois deles. “Quando foi consultar o governador Geraldo Alckmin, a resposta final dele foi negativa”, disse.

Decisão da Justiça

No fim de semana, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva e ilegal a greve dos metroviários durante sessão extraordinária realizada neste domingo (8), em São Paulo. Com a decisão, a multa diária anterior, estipulada em R$ 100 mil por dia não trabalhado, foi elevada para R$ 500 mil, pressionando ainda mais a categoria a voltar ao trabalho.

* Com Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.