Paralisação foi considerada ilegal pelo TRT nesse domingo (8). Greve entra no quinto dia e afeta funcionamento de 3 linhas

A assessoria de imprensa do Metrô de São Paulo afirmou na manhã desta segunda-feira (6) que cerca de 60 funcionários que estão em greve serão demitidos. O Metrô não divulgou os nomes dos funcionários. 

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Confusão: PM e manifestantes entram em confronto próximo a estação do Metrô

A greve dos metroviários foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho neste domingo (8). Durante entrevista, o governador Geraldo Alckmin afirmou que caso os metroviários não voltassem ao trabalho, o Metrô poderia demitir os grevistas por justa causa. 

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Nesta segunda, a greve dos metroviários entrou em seu quinto dia, com funcionamento parcial das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Neste momento, a linha 1-Azul opera no trecho entre a estação Saúde e Luz; a linha 2-Verde no trecho entre a estação Ana Rosa e Vila Madalena; e a linha 3-Vermelha funciona no trecho que vai da estação Penha a Marechal Deodoro.

Já a Linha-5 Lilás opera normalmente desde as 4h50, em toda a extensão. A Linha-4 Amarela, operada pela Via Quatro, tem funcionamento normal desde o horário de abertura, às 4h40.

Confronto

Protesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira
Marcos Bezerra/Futura Press
Protesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira

Um grupo de manifestantes - formado por funcionários do Metrô que estão paralisados, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto e outros movimentos sociais -entrou em confronto com a Tropa de Choque da Policia Militar de São Paulo em frente à estação Ana Rosa. Houve disparo de bombas de efeito moral e a avenida Vergueiro foi fechada.

De acordo com a Polícia Militar, desde às 4h, cerca de 100 funcionários do Metrô estavam dentro da estação, parte deles formada por grevistas e outra parte de supervisores escalados para trabalhar durante a greve.

Segundo o Major Cabana, os grevistas estavam tentando impedir a abertura da estação e a polícia foi ao local para tentar encontrar uma solução. Por volta das 6h, após a negociação não avançar, os grevistas teriam arrombado uma das portas e 13 pessoas foram levadas para a 36 ºDP para serem averiguadas.

"Pedi para que eles deixassem a estação e estávamos conversando para que eles saíssem. Quando eles perceberam que a PM poderia agir, ele arrombaram o portão, que agora está resguardado para a perícia. Essas pessoas não estão presas, mas foram levadas para o DP para identificar a conduta de cada um", afirmou o major.

Para os usuários do Metrô, as alternativassão os ônibus da SPTrans, que funcionam em esquema especial; e os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que funcionam normalmente.

A greve e decisão da Justiça

A assembleia dos metroviários realizada neste domingo (08) decidiu manter a paralisação, contrariando decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo que determinou a ilegalidade do movimento e o fim da greve.

Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do sindicato da categoria, disse que a proposta oferecida pelo governo estadual, a mesma da Justiça – 8,7% de aumento sobre os salários em 30 abril deste ano, que considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de 3,5% de aumento real – é insuficiente. O sindicato deve recorrer da decisão.

Altino disse ainda que o sindicato não tem intenção de prejudicar a Copa do Mundo – a abertura do evento ocorre daqui três dias na capital paulista. “O sindicato não quer acabar com a Copa. Sou torcedor de futebol e vou torcer pelo Brasil. Mas tem que ter dinheiro também para o trabalhador, não pode gastar só com o Itaquerão, só com grandes obras”, declarou.

O presidente do sindicato comentou ainda sobre a possibilidade de demissões. “Se tiver demissão, a situação vai piorar, porque nós vamos aumentar a greve. Se demitir vamos ficar mais dias em greve. Eu espero que a gente volte. Se o governador buscar uma negociação, a gente sai desse impasse”, disse ele. Segundo o sindicato, uma nova assembleia da categoria foi marcada para hoje, às 13h.

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