Pela manhã, confronto entre manifestantes que apoiam a greve do Metrô e a polícia fechou a avenida Vergueiro, na zona sul

Após o confronto entre ocorrido na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo , manifestantes ligados aos metroviários grevistas e outros movimentos sociais protestaram no centro de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), aproximadamente 800 pessoas participaram do ato.

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Aos gritos de "a greve continua, geraldo a culpa é sua", os manifestantes que saíram da região do Metrô Ana Rosa se encontraram com os membros do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) na região da praça da Sé. De lá, eles marcharam por ruas de São Paulo e protestam na rua Boa Vista, na sede da secretaria dos Transportes Metropolitanos.

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O presidente do sindicato dos metroviarios, Altino de Melo Prazeres Júnior, entrou na sede da secretaria para tentar ser recebido pelo secretário Jurandir Fernandes. O secretário-adjunto Peter Walker se dispôs a receber uma comissão, mas o presidente do sindicato não aceitou, já que ele não "tem poder de negociação".

Concentração de manifestantes e policiais em frente à secretaria municipal de Transportes, neste segunda-feira (09)
Ana Flávia Oliveira
Concentração de manifestantes e policiais em frente à secretaria municipal de Transportes, neste segunda-feira (09)

Após o ato, os metroviários vão para a sede do sindicato para participar da assembleia marcada para as 13h. "Esse ato foi importante para mostrar a disposição da categoria em negociar. Vamos agradecer o apoio das outras categorias e vamos encerrar o ato e ir para assembléia", afirmou Prazeres Junior.

Durante a manifestação, os grevistas fizeram um apelo para que não haja demissões. O Metrô anunciou nesta manhã que aproximadamente 60 funcionários serão demitidos

Segundo Prazeres Junior, o sindicato está disposto a negociar com o governo. ""Quem está mostrando intransigência e truculência é o governo que usou bombas na estação Ana Rosa para reprimir os trabalhadores. A Tropa de Choque agiu depois de negociar a nossa saída".

Nesta segunda-feira, a capital paulista enfrenta o quinto dia de greve . A linha 1-Azul opera no trecho entre a estação Paraíso e Luz; a linha 2-Verde no trecho entre a estação Paraíso e Clínicas; e a linha 3-Vermelha funciona no trecho que vai da estação Bresser-Brás a Santa Cecília. As linhas 4-Amarela e 5 Lilás funcionam normalmente.

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