Governador descartou a possibilidade de reversão das demissões já efetuadas. “Os que foram demitidos não foram em razão só da greve, foi em razão de outros fatos", afirmou

Agência Brasil

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (9) que mais metroviários podem ser demitidos, se não for encerrada a greve da categoria. De manhã, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos anunciou o desligamento de 60 funcionários.

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“Na medida em que a greve foi declarada abusiva, se as pessoas não voltam a trabalhar, o metrô não pode funcionar, e elas precisam ser desligadas, e por justa causa”, ressaltou Alckmin, após evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

O governador descartou a possibilidade de reversão das demissões já efetuadas. “Os que foram demitidos não foram em razão só da greve, foi em razão de outros fatos. Mas isso, o Metrô falará oportunamente”, acrescentou Alckmin. ressaltando que 43% dos metroviários já retornaram ao trabalho.

Telegrama de demissão recebido por funcionário na manhã desta segunda-feira (9)
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Telegrama de demissão recebido por funcionário na manhã desta segunda-feira (9)

Ele disse que não pretende continuar negociando com a categoria. “A discussão já ocorreu e já foi encerrada. O Tribunal Regional do Trabalho [TRT] estabeleceu a abusividade da greve, estabeleceu, inclusive, penalidade para o sindicato. E ele [TRT] estabeleceu o dissídio e adotou exatamente a proposta do Metrô”, ressaltou o governador, ao lembrar o aumento de 8,7% concedido aos trabalhadores.

A greve dos metroviários entrou no quinto dia . Duas das cinco linhas do sistema operam parcialmente: a Linha 1 - Azul funciona entre as estações Jabaquara e Luz. A Linha 3 - Vermelha opera da Penha a Marechal Deodoro.

Ontem (8), o TRT da 2ª Região considerou a greve abusiva e determinou o fim do movimento. O tribunal estipulou multa de R$ 500 mil por dia no caso de descumprimento do retorno ao trabalho. Além disso, o sindicato dos metroviários recebeu um multa de R$ 100 mil pelos dias em que houve paralisação por desrespeitar os limites mínimos de funcionamento determinados em liminar judicial.

A Justiça havia decidido que o sistema deveria operar com 100% da capacidade nos horários de pico e com 70% fora desse período. Na ocasião, o sindicato avaliou que respeitar a decisão tornaria inviável o movimento de paralisação. Os metroviários devem fazer nova assembleia ainda hoje para decidir sobre os rumos da greve.

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