Corte decidiu que multa diária a ser aplicada ao sindicato caso paralisação continue será de R$ 500 mil; antes, era R$ 100 mil

Por unanimidade, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva e ilegal a greve dos metroviários durante sessão extraordinária realizada neste domingo (8), em São Paulo. Com a decisão, a multa diária anterior, estipulada em R$ 100 mil por dia não trabalhado, foi elevada para R$ 500 mil, pressionando ainda mais a categoria a voltar ao batente. A paralisação, no entanto, será mantida nesta segunda (9), chegando a seu quinto dia consecutivo.

Pelo 5º dia consecutivo:  Metroviários decidem manter greve em SP

Veja fotos da paralisação dos metroviários em São Paulo:

Relator do processo, o desembargador Rafael Pugliese afirmou que a greve é abusiva já que o transporte é um direito social e precisa ser garantido, mesmo que minimamente. Ele ainda afirmou que a classe desrespeitou a decisão anterior que a obrigava a garantir circulação de 100% dos trens no horário de pico e 70% nos demais.

A greve afeta aproximadamente 4 milhões de pessoas em São Paulo. Seguindo o plano de contingência aplicado nos últimos dias, o Metrô manteve o funcionamento parcial de quatro de suas cinco linhas. Supervisores estão improvisados na função de guiar os trens.

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A Linha 4-Amarela está interditada em trecho das estações Paulista e Faria Lima por causa das obras de expansão nas futuras estações Fradique Coutinho e Oscar Freire. Os usuários podem recorrer no trecho à operação Paese, Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência, que coloca ônibus à disposição dos passageiros.

Já as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha operam parcialmente. A primeira, no trecho entre Ana Rosa e Luz; a segunda, entre Ana Rosa e Clínicas; e a terceira, entre Bresser-Mooca e Marechal Deodoro. A 5-Lilás funciona normalmente desde as 4h45.

O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%. Não há sinalização de acordo de ambas as partes.

Em assembleia bastante dividida, realizada na tarde deste domingo, a categoria decidiu por manter a paralisação.

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