Sindicato dos Metroviários pede ajuda de Dilma para resolver impasse com Alckmin

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em carta, Altino de Melo Prazeres Junior diz ter feito esforços para não prejudicar população e pede ajuda com negociações

O sindicato dos metroviários de São Paulo enviou uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff pedindo para ela intervir no impasse junto ao governo do Estado. Neste domingo (8), o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) julgou a greve da categoria, que já dura quatro dias, abusiva e ilegal.

Hoje: TRT julga ilegal greve dos metroviários em São Paulo

Veja fotos da greve no metrô de São Paulo

Movimentação de passageiros na estação Barra Funda do Metrô após suspensão da paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta terça-feira (10). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMetroviário se preparam para votar a continuidade da greve em São Paulo. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira (9). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraRestos de lixo queimado durante protesto na estação Ana Rosa, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação após o confronto desta manhã (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMesmo com estação reaberta, ônibus saem lotados da estação Ana Rosa. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa após confronto entre a PM e manifestantes no quinto dia de greve do Metrô. Foto: Ana Flávia OliveiraOutro dias de greve: Estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, na sexta-feira (6). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTropa de Choque da Polícia Militar reforça a segurança na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (06). Foto: Paulo Lopes/Futura PressHomem é detido na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (6). Foto: Paulo Lopes/Futura PressMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraNa quinta-feira, primeiro dia de greve, a estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada com paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSEstação Palmeiras-Barra Funda fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressEspera por ônibus em frente a estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, que amanheceu fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressUsuários invadem a estação Corinthians-Itaquera da CPTM, devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSUsuários invadem a linha da estação da CPTM Corinthians-Itaquera, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTrânsito intenso na Radial Leste, nesta quinta-feira (5), próximo a estação Carrão do Metrô, durante a paralisação dos metroviários. Foto: Evaldo Fortunato/Futura PressMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05). Foto: Ana Flávia OliveiraPassageiros tentam entrar em ônibus na zona sul da capital paulista, nesta quinta-feira (05), em dia de greve de metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraVans fazem trajetos de ônibus por até R$ 10 na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (05). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraBalconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMotorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas". Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO taxista Roberto Serafim Trovo, 63 anos, também reclama da greve: "Para nós não compensa ficar no trânsito". Foto: Ana Flávia OliveiraAssembleia dos Metroviários vota pela greve. Foto: Sindicato dos Metroviários/SP

Ontem: Sindicato dos Metroviários decide manter greve pelo quarto dia consecutivo

Na carta, o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Junior, afirma ter feito “Todos os esforços para evitar que a greve causasse prejuízos à população. No entanto, o governador Geraldo Alckmin e o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, não permitiram evolução nas negociações.” 

Prazeres diz ainda que a categoria não quer atrapalhar a Copa do Mundo, "Assim como não nos interessa prejudicar a população. É por isso que pedimos à presidenta que auxilie nossa categoria a reabrir as negociações". A paralisação já entra em seu quarto dia.

Leia a carta na íntegra:

Excelentíssima Presidenta da República Dilma Vana Rousseff, 

Nós, do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, estamos em um processo de reivindicação trabalhista junto ao governo do Estado de São Paulo há alguns meses. Isso culminou na deflagração de uma paralisação da categoria desde o dia 5 de junho.

Fizemos todos os esforços para evitar que a greve causasse prejuízos à população (sugerimos a realização de greve com catraca livre e funcionamento normal do Metrô) e para alcançar um acordo de maneira rápida e satisfatória. No entanto o governador do Estado Geraldo Alckmin e o secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, não permitiram evolução nas negociações com o sindicato e os trabalhadores.

Leia mais: No terceiro dia de greve, Metrô tem 34 das 65 estações abertas

Nossa categoria enfrenta diversas dificuldades, tais como perdas reais acumuladas de 35% no valor de nossos salários, evolução de planos de carreira, não pagamento de adicionais de periulosidades, entre outros problemas. Como prova de disposição ao diálogo, sinalizamos aceitar um reajuste menor do que era nossa proposta inicial. E embora as instâncias judiciais tenham se manifestado em favor da reabertura das negociações, o governo do Estado tem se recusado a dialogar.

Assim, para que a população da cidade de São Paulo não seja prejudicada, gostaríamos de pedir à Presidenta que intervenha no conflito e auxilie nossa categoria na reabertura das negociações. Evoluído o atendimento de nossas reivindicações, é nosso interesse voltar ao trabalho o mais breve possível, porém a interrupção das negociações inviabilizam essa hipótese. Sabemos que estamos a poucos dias da abertura da Copa do Mundo de Futebol, um grande evento que realizará sua abertura na cidade de São Paulo e que depende, em grande medida, para sua realização bem-sucedida, do trabalho que realizamos todos os dias.

Não é nosso objetivo prejudicar esse evento, assim como não nos interessa prejudicar a população da cidade. É por isso que pedimos à Presidenta que auxilie nossa categoria a reabrir as negociações com o governo do Estado de São Paulo, para que esse litígio trabalhista possa ser resolvido da maneira mais rápida, de forma satisfatória a ambas as partes, da população de nossa cidade e do país.

Agradecendo a compreensão e na certeza de que Vossa Excelência tomará as medidas necessárias para reverter esse impasse.

Atenciosamente, 

Altino de Melo Prazeres Junior

Funcionamento 

Quatro linhas do Metrô funcionam parcialmente em São Paulo neste domingo após os metroviários decidirem manter a greve em assembléia realizada no sábado (7). 

A linha 4-Amarela está interditada em trecho das estações Paulista e Faria Lima por causa das obras de expansão nas futuras estações Fradique Coutinho e Oscar Freire. Os usuários poderão recorrer a operação Paese, Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência, nesse trecho, que coloca ônibus à disposição dos passageiros.

Já as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha continuam operando parcialmente. A linha 1-Azul opera entre o trecho Ana Rosa e Luz; a linha 2-Verde entre o trecho Ana Rosa e Clínicas e a linha 3-Vermelha das estações Bresser-Mooca a Marechal Deodoro. A linha 5-Lilás funciona normalmente desde as 4h45.

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