Metroviários ganham apoio do MTST em ato marcado para as 7h desta segunda

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Irão à estação Ana Rosa o MPL, centrais sindicais e até docentes da USP; Sem-Teto querem mobilizar no mínimo mil pessoas

Entrando no quinto dia consecutivo de greve, o Sindicato dos Metroviários organizará uma grande manifestação na entrada da estação Ana Rosa do Metrô, marcada para as 7h desta segunda-feira (9). Ainda não foi divulgado o itinerário do protesto, que os grupos, afirmam, definirão na hora.

Veja imagens da greve que já se arrasta por quatro dias:

Movimentação de passageiros na estação Barra Funda do Metrô após suspensão da paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta terça-feira (10). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMetroviário se preparam para votar a continuidade da greve em São Paulo. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira (9). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraRestos de lixo queimado durante protesto na estação Ana Rosa, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação após o confronto desta manhã (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMesmo com estação reaberta, ônibus saem lotados da estação Ana Rosa. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa após confronto entre a PM e manifestantes no quinto dia de greve do Metrô. Foto: Ana Flávia OliveiraOutro dias de greve: Estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, na sexta-feira (6). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTropa de Choque da Polícia Militar reforça a segurança na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (06). Foto: Paulo Lopes/Futura PressHomem é detido na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (6). Foto: Paulo Lopes/Futura PressMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraNa quinta-feira, primeiro dia de greve, a estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada com paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSEstação Palmeiras-Barra Funda fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressEspera por ônibus em frente a estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, que amanheceu fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressUsuários invadem a estação Corinthians-Itaquera da CPTM, devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSUsuários invadem a linha da estação da CPTM Corinthians-Itaquera, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTrânsito intenso na Radial Leste, nesta quinta-feira (5), próximo a estação Carrão do Metrô, durante a paralisação dos metroviários. Foto: Evaldo Fortunato/Futura PressMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05). Foto: Ana Flávia OliveiraPassageiros tentam entrar em ônibus na zona sul da capital paulista, nesta quinta-feira (05), em dia de greve de metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraVans fazem trajetos de ônibus por até R$ 10 na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (05). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraBalconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMotorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas". Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO taxista Roberto Serafim Trovo, 63 anos, também reclama da greve: "Para nós não compensa ficar no trânsito". Foto: Ana Flávia OliveiraAssembleia dos Metroviários vota pela greve. Foto: Sindicato dos Metroviários/SP

Grupos como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Movimento Passe Livre (MPL), centrais sindicais e até professores em greve da USP se comprometeram a apoiar o ato, em solidariedade à falta de diálogo do Governo de São Paulo com a categoria.

"O MTST vai levar peso ao ato. Claro que, pelo horário, pode haver um problema de massificação. Mas estamos chamando moradores de nossas ocupações, como Copa do Povo e Nova Palestina, e pretendemos, só com o movimento, levar no mínimo mil pessoas", afirmou ao iG um representante dos Sem-Teto.

Fique por dentro:
Metroviários decidem manter greve em SP
Tribunal Regional do Trabalho julga ilegal greve dos metroviários em São Paulo
Sindicato dos Metroviários pede ajuda de Dilma para resolver impasse com Alckmin

O ato começou a ser organizado no sábado (7), antes mesmo de ser confirmada a paralisação para esta segunda, a poucos dias da abertura da Copa do Mundo. A manutenção da greve foi decidida em assembleia realizada na tarde de domingo (8).

"Vai ter muita gente", disse a assessoria do sindicato. "Já tem pessoal indo para lá hoje, já que está cada vez mais difícil se deslocar pela cidade. É um grande manifesto de solidariedade à greve, ainda mais depois desse golpe que tomamos do TRT, sentenciando uma multa de R$ 500 mil por dia de paralisação."

Apesar de ainda haver quatro dias para se chegar a um acordo, o sindicato não descarta manter a greve até quinta (12), quando ocorre a abertura do Mundial, na Arena Corinthians, localizada em Itaquera, zona leste da cidade. Desde o início da paralisação a estação ao lado do estádio - Corinthians-Itaquera, uma das mais movimentadas da capital - permanece fechada.

Durante a assembleia que decidiu pela continuidade da greve, trabalhadores seguravam cartazes com os dizeres "até a Copa", em referência a essa possibilidade. "Os metroviários estão firmes em conquistar suas reivindicações", afirmou o sindicato.

Quinto dia de greve
O Sindicato dos Metroviários decidiu manter a greve da categoria em São Paulo durante assembleia realizada na tarde deste domingo (8), na sede do grupo, na zona leste da cidade. A decisão vem no quarto dia de paralisação dos trabalhadores, que estão de braços cruzados desde a 0h de quinta (5).

Ao contrário da assembleia de sábado (7), no entanto, não houve unanimidade na decisão de manter a continuidade da greve. Os trabalhadores se dividiram entre os que gostariam de voltar aos trabalhos e os que preferiram insistir na demanda por reajuste salarial. A poucos dias da Copa do Mundo, a segunda-feira será o quinto dia de paralisação.

Em sessão extraordinária realizada horas antes da assembleia, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva e ilegal a paralisação, decidindo elevar a multa diária, antes em R$ 100 mil, para R$ 500 mil. Representantes do Metrô e do Sindicato dos Metroviários assistiram à sessão.

Relator do processo, o desembargador Rafael Pugliese afirmou que o transporte é um direito social e precisa ser garantido, mesmo que minimamente. Além disso, disse que a classe desrespeitou a decisão anterior que obrigava a categoria a garantir circulação de 100% dos trens no horário de pico e 70% nos demais. A paralisação afeta em média 4 milhões de pessoas.

O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%. Não há sinalização de acordo de ambas as partes.

Neste domingo, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo enviou carta à presidente Dilma Rousseff na qual pediu intervenção do Governo Federal junto a Geraldo Alckmin. O presidente da categoria, Altino de Melo Prazeres Junior, afirmou ter feito “todos os esforços para evitar que a greve causasse prejuízos à população. No entanto, o governador e o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, não permitiram evolução nas negociações.”

Prazeres disse ainda que a categoria não quer atrapalhar a Copa do Mundo, "assim como não nos interessa prejudicar a população. É por isso que pedimos à presidenta que auxilie nossa categoria a reabrir as negociações".

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