Trabalhadores da categoria estão de braços cruzados desde a 0h de quinta; sindicato ainda não conseguiu reajuste desejado

O Sindicato dos Metroviários decidiu manter a greve da categoria em São Paulo durante assembleia realizada na tarde deste domingo (8), na sede do grupo, na zona leste da cidade. A decisão vem no quarto dia de paralisação dos trabalhadores, que estão de braços cruzados desde a 0h de quinta (5). 

Mais:  Tribunal Regional do Trabalho julga ilegal greve dos metroviários em São Paulo

Ao contrário da assembleia de sábado (7), no entanto, não houve unanimidade na decisão de manter a continuidade da greve. Os trabalhadores se dividiram entre os que gostariam de voltar aos trabalhos e os que preferiram insistir na demanda por reajuste salarial. A poucos dias da Copa do Mundo, a segunda-feira será o quinto dia de paralisação.

Em sessão extraordinária realizada horas antes da assembleia, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva e ilegal a paralisação, decidindo elevar a multa diária, antes em R$ 100 mil, para R$ 500 mil. Representantes do Metrô e do Sindicato dos Metroviários assistiram à sessão.

Relator do processo, o desembargador Rafael Pugliese afirmou que o transporte é um direito social e precisa ser garantido, mesmo que minimamente. Além disso, disse que a classe desrespeitou a decisão anterior que obrigava a categoria a garantir circulação de 100% dos trens no horário de pico e 70% nos demais. A paralisação afeta em média 4 milhões de pessoas.

O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%. Não há sinalização de acordo de ambas as partes.

Leia: No terceiro dia de greve, Metrô tem 34 das 65 estações abertas

Neste domingo, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo enviou carta à presidente Dilma Rousseff na qual pediu intervenção do Governo Federal junto a Geraldo Alckmin. O presidente da categoria, Altino de Melo Prazeres Junior, afirmou ter feito “todos os esforços para evitar que a greve causasse prejuízos à população. No entanto, o governador e o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, não permitiram evolução nas negociações.”

Prazeres disse ainda que a categoria não quer atrapalhar a Copa do Mundo, "assim como não nos interessa prejudicar a população. É por isso que pedimos à presidenta que auxilie nossa categoria a reabrir as negociações". 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.