Com jardim suspenso na cobertura, edifício Matarazzo abriga a prefeitura de SP

Por Beatriz Atihe - iG São Paulo | - Atualizada às

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Prédio foi construído para ser a sede dos negócios da família Matarazzo. Local também tem nome de Palácio do Anhangabaú

Grudado a estação de Metrô Anhangabaú, no centro de São Paulo, o edifício Matarazzo, também conhecido como Palácio do Anhangabaú, tem como um dos destaques o jardim suspenso que fica na cobertura. A vegetação em cima da construção diminui a temperatura urbana, umidifica o ar e retém a água das chuvas.

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Edifício foi construído em 1939 para abrigar negócios da família Matarazzo. Foto: Beatriz Atihe/iG São PauloBanespão. Foto: Ana Flávia OliveiraDo alto do edifício Copan é possível ver ao fundo o jardim da prefeitura. Foto: Clarice SáPrédio se destaca pelo jardim suspenso que fica no terraço. Espaço não é aberto ao público  . Foto: Beatriz Atihe/iG São PauloRevestimento externo do prédio é de mármore travertino romano. Foto: Beatriz Atihe/iG São PauloPrédio é a sede da Prefeitura de São Paulo desde 2004. Foto: Beatriz Atihe/iG São PauloEdifício tem características da arquitetura fascista, como a grandiosidade e a imponência. Foto: Beatriz Atihe/iG São Paulo

Com uma arquitetura neoclássica, o prédio, que abriga a prefeitura de São Paulo desde 2004, foi inaugurado em 1939 e foi construído a pedido da família Matarazzo.

“A família Matarazzo queria concentrar as atividades de suas indústrias, então, naquela época, o Francisco Matarazzo Júnior, que era o responsável pelos negócios da família e filho do fundador das indústrias, decidiu pedir para o arquiteto italiano Marcello Piacentini fazer o projeto da sede dos negócios dos Matarazzo”, conta o vereador Andrea Matarazzo.

Com um estilo que lembra os edifícios italianos da década de 30, Piacentini, que também era conhecido como o “arquiteto de Mussolini”, incorporou ao edifício algumas das características da arquitetura fascista, como a grandiosidade e a imponência. “Uma curiosidade sobre o edifício que poucas pessoas sabem é que o esboço do projeto inicial foi feito pelo arquiteto brasileiro Ramos de Azevedo”, afirma o vereador.

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As Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo formaram o maior complexo industrial da América Latina no século 20, com 200 fábricas entre elas estaleiros, metalúrgicas, papelarias e portos que produziam itens como sabonetes, banha de porto, farinha de trigo e louças e mais de 30 mil funcionários. “A construção do edifício foi muito importante para a expansão do centro da capital paulista”, conta Andrea.

O edifício serviu como sede do complexo Matarazzo até 1974, quando foi vendido para o grupo Audi. “Por causa das modificações societárias da época, a família Matarazzo decidiu que era o momento de descentralizar as empresas. Além disso, o grupo precisava de capital e como a sede era um de seus imóveis, foi decidido que ela seria vendida”, justifica Andrea.

O vereador conta que sempre achou o edifício muito elegante. “Além da bela arquitetura, o edifício é todo revestido externamente de mármore travertino romano, se eu não me engano, é o único prédio do mundo que tem todo o seu revestimento feito deste material”. Andrea ainda relembra que alguns dos seus parentes próximos chegaram a trabalhar no edifício. “Meus tios Eduardo e Ermelino trabalharam durante muito tempo de suas vidas naquele endereço”.

Após o grupo Audi, o controle do edifício passou para o Banespa que cedeu o prédio Matarazzo para a prefeitura de São Paulo como parte da negociação de uma dívida que a extinta Companhia Municipal de Transportes Coletivos tinha com o banco.


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