Com paralisação mantida, Rodízio Municipal de Veículos volta a ser suspenso para circulação no Centro Expandido da capital

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que manterá na sexta-feira (6) a greve dos funcionários da categoria, iniciada à 0h desta quinta (5). A decisão foi tomada no início da noite durante assembleia dos trabalhadores realizada horas depois de reunião de conciliação da categoria com o Metrô no Tribunal Regional do Trabalho. Não houve avanço nas negociações de reajuste salarial. 

A decisão levou a prefeitura a novamente cancelar o Rodízio Municipal de Veículos. Assim, carros com número de placa com final 9 e 0 poderão circular normalmente pelo Centro Expandido da capital paulista nesta sexta.

De acordo com a assessoria do sindicato, os representantes da categoria se propuseram a aceitar um valor menor de reajuste salarial do que o inicialmente pedido. Antes, a reivindicação era de 16,5% de aumento, mas, diante da não aceitação da proposta, a categoria falou em aceitar 12,2%. No entanto, o Metrô manteve seu posicionamento de dar 8,7% de reajuste, mantendo o impasse.

O sindicato ainda fez uma proposta de oferecer transporte gratuito à população nesta sexta. No caso da aplicação dessa opção, chamada "catraca livre", os funcionários se comprometeram a trabalhar de graça ao longo do dia. O intuito seria "dialogar com a população, mostrando às pessoas que os metroviários não querem prejudicar ninguém". O Governo a recusou.  

Todos os funcionários de manutenção, condução e da segurança do metrô estão de braços cruzados. O atendimento em 38 das 63 estações paulistanas está sendo feito por pessoas que normalmente exercem outras funções, como engenheiros, chefes, trabalhadores de setores administrativos e supervisores, treinados especificamente para o caso de paralisações como a atual.

Na tarde desta quinta, o TRT concedeu liminar que determina a manutenção de 100% de funcionamento do Metrô nos horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h) e 70% nos demais horários, sob pena de multa de R$ 100 mil aos sindicatos em caso de descumprimento.

Leia mais
Metroviários iniciam greve em São Paulo à 0h desta quinta-feira
São Paulo tem 38 das 63 estações abertas em dia de greve do Metrô

Na sexta, os metroviários voltam a se reunir em assembleia, às 17h. Antes disso, às 16h, fazem concentração na estação Tatuapé do metrô. A intenção é organizar uma passeata pela Radial Leste rumo ao sindicato, que fica nas proximidades.

A greve volta a ser julgada pelo TRT na tarde sábado. Até lá, ela deve ser mantida.  

Plano de contingência

Apesar da greve, na tarde desta quinta 38 das 63 estações do Metrô chegaram a funcionar normalmente. Os trens circulavam na linha 1 - Azul entre as estações Saúde e Luz; na linha 2 - Verde, entre Ana Rosa e Vila Madalena e na linha 3 - Vermelha entre as estações Tatuapé e Marechal Deodoro..

A Linha 5-Lilás segue com operação normal, mas começou a funcionar com quarenta minutos de atraso, às 5h20 (o horário convencional de abertura é às 4h40). A Linha 4-Amarela, que liga a estação da Luz à zona oeste de São Paulo, também funciona sem restrições desde o início da operação, às 4h40, de acordo com a assessoria da empresa Via Quatro, responsável pela linha.

Apesar de terem ocorrido nove greves dos metroviários nos últimos 15 anos, é a primeira paralisação da categoria em dois anos. A última havia ocorrido no dia 23 de maio de 2012.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.