Auxiliar de loja chegou à estação Jabaquara do Metrô às 5h30, mas só conseguiu pegar um ônibus às 8h. Em estação fechada, usuários tiram fotos como provas para o chefe

O auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, foi um dos milhões de paulistanos que enfrentaram dificuldades com a paralisação dos metroviários na manhã desta quinta-feira (05).

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O auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05)
Ana Flávia Oliveira
O auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05)

De acordo com o jovem, que mora em São Bernardo do Campo e faz um curso de vigilante na região da Armênia, entre o centro e a zona norte da capital, ele só persistiu em pegar um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô, uma das afetadas pela greve, porque o realmente precisa chegar ao curso.

"Estava pensando em desistir, mas meu curso é muito rígido e eu tenho prova. O problema vai ser para voltar depois", afirmou Souza, que saiu do ABC Paulista às 4h30 para chegar ao Metrô às 5h30. Apesar de chegar ao Metrô ainda na madrugada, o jovem conseguiu pegar um ônibus apenas às 8h. O curso começou às 6h40.

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Veja abaixo imagens da greve em São Paulo:

A greve afeta até mesmo quem não usa o Metrô. A arrumadeira Catarina de Souza, de 54 anos, que trabalha na região da Praça da Árvore, e mora em Americanópolis, na zona sul, reclamou que não conseguiu pegar o ônibus que a leva ao trabalho. "Hoje o ônibus está mais demorado e está tudo cheio. Não consigo entrar", afirmou.

A arrumadeira disse que sabia da greve e saiu até mais cedo de casa - antes das 6h - , mas ficou mais de uma hora esperando o ônibus. Às 7h40, ela ainda estava tentando entrar em um ônibus.

Provas

Balconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Balconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso

Pela manhã, alguns passageiros do Metrô tiravam fotos da estação fechada para comprovar o atraso ou a impossibilidade de chegar ao trabalho. A balconista Jéssica Juncon, 22 anos, foi uma delas. "O chefe acha que funcionário está sempre arrumando desculpa para não ir trabalhar", afirmou.

Ela mora em São Bernardo do Campo e hoje iria participar de um treinamento para virar gerente da rede da farmácia onde trabalha. "Essa greve pode estar custando a minha promoção. A gente demora tanto para ser promovida. Estava tão empolgada. Vamos ver o que o chefe vai dizer".

Ônibus parados

Motorista de ônibus parado no ponto:
Ana Flávia Oliveira
Motorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas"

Por conta do aumento de passageiros, os ônibus estão demorando muito mais para fazer os trajetos programados. Na região da estação Jabaquara, os coletivos ficam parados em média 10 minutos para embarque.

Segundo o motorista José Nilton dos Santos, da linha 5290 - divisa Diadema/Praça João Mendes, o percurso está levando o dobro do tempo. "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas. A gente fica muito tempo parado nos pontos".

A greve

A greve dos metroviários afeta principalmente as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô . As linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, as linhas da CPTM e os ônibus funcionam normalmente na cidade.

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