Após negociações com empresa não evoluírem, Sindicato dos Metroviários decidiu manter paralisação nesta sexta-feira

"Um sofrimento covarde à população". Foi assim que o Metrô classificou a decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de manter a greve por mais um dia, em nota divulgada na noite desta quinta-feira (5). A paralisação, iniciada à 0h, prosseguirá nesta sexta (6), já que não houve acordo entre a categoria e a empresa em relação ao reajuste salarial.

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O sindicato pede 16,5% de aumento. No entanto, em reunião no Tribunal Regional do Trabalho, nesta quinta, chegou a propor um reajuste de 12,2%, que também não foi aceito. Na nota, o Metrô afirma que a proposta de 8,7% de aumento, de Vale-Alimentação de R$ 290 e de Vale-Refeição de R$ 699,16 é justa, pois é acima da inflação e resultaria em ganhos superiores a 10% para a categoria.

"Além disso, a categoria já recebe anualmente participação nos lucros e/ou resultados da Companhia. Em 2013, o piso dessa participação foi de 4.471,88", prossegue a empresa.

O Metrô enfatiza que, caso a decisão do TRT de vetar a greve for desrespeitada, voltará a colocar trabalhadores de outras funções para manter o funcionamento da linha. Nesta quinta, 38 das 63 estações estiveram abertas durante a tarde, com funcionários improvisados nas funções dos grevistas.

O Núcleo de Conciliação do Tribunal Regional do Trabalho manteve a liminar que determina a manutenção de 100% de funcionamento do Metrô na capital durante os horários de pico (6h às 9h e 16h à 19h) e de 70% no restante do dia. O sindicato, no entanto, afirma que não cumprirá a ordem judicial, que pode acarretar até R$ 100 mil de multa diária à categoria.

O Metrô ainda esclareceu que "o plano de contingência adotado utiliza toda a estrutura existente: a operacional, composta por supervisores e gerentes, e também o pessoal administrativo, em nível gerencial, que vai às estações vender bilhetes e auxiliar os usuários. Trata-se de um grupo que está preparado para atuar nesses momentos. Quem opera os trens são pessoas qualificadas, que trabalham na área de operação, ex-operadores, instrutores, monitores, pessoas que dão treinamento e que lidam com a operação. A operação neste momento é reduzida para que o sistema possa operar com segurança".

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