MTST reúne 12 mil pessoas no Itaquerão: "Queremos nossa reivindicação atendida"

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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É a quarta manifestação Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo, que, segundo movimento, registrou mais de 25 mil presentes

No quarto ato Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto voltou a reunir milhares de pessoas em passeata concentrada em uma grande via da capital paulista. De acordo com informações da Polícia Militar, 12 mil pessoas fizeram parte da passeata, que interditou desde as 18h30 todas as faixas da Radial Leste sentido-bairro, principal ligação para a região mais populosa da cidade. O congestionamento na capital chegou ao pico de 156 km às 19h30.

MTST reúne 12 mil pessoas no Itaquerão: "Queremos nossa reivindicação atendida". Foto: Alice Vergueiro/Futura PressMTST realizou o 4º ato Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressMTST reúne 12 mil, segundo números da PM, em protesto contra Copa. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressSem-teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-Teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Futura PressSem-teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Divulgação/MTSTSem-teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Divulgação/MTSTSem-teto realizam protesto na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (4). Foto: Divulgação/MTST

O grupo começou a se reunir às 17h, em frente à estação Vila Matilde do metrô. O local foi escolhido por sua proximidade da Arena Corinthians, estádio que receberá a abertura da Copa do Mundo no próximo dia 12 de junho. A distância entre o ponto de encontro e o estádio, destino do movimento, é de apenas 7 km.

Na caminhada de mais de duas horas, lideranças do movimento entoaram palavras de ordem e letras adaptadas de canções de sucesso e gritos de guerra. "Trem das Onze" ("moro em Jaçanã, se eu perder esse trem..."), do compositor Adoniran Barbosa, se tornou "moro no barracão, se eu pegar essa marcha..." O canto corintiano "aqui tem um bando de louco" virou "aqui tem um bando de louco, louco por moradia! Para aqueles que acham que é pouco, é porque não conhecem a nossa sina!"

Por volta das 20h30, os manifestantes começaram a chegar à entrada do estádio. Segundo o MTST, a massa estava concentrada em mais de 25 mil pessoas - bem distante dos 12 mil oficialmente divulgados pela PM.

"O Itaquerão não vai ser dos gringos! Daqui a oito dias só vai ter burguês aqui. Mas hoje este estádio é do povo", bradou em discurso sobre o carro de som do grupo Guilherme Boulos, pedindo para as pessoas se espalharem para os lados para permitir que todos conseguissem ficar na área do protesto. "Arra, urru, o Itaquerão é nosso", agitou entre um rap e outro cantado por colegas de movimento.

"Nós não queremos violência. Nosso movimento tem conduzido tudo de forma pacífica e civilizada. O que estamos dizendo é que é preciso que uma vez pelo menos nesta Copa do Mundo o povo seja visto", prosseguiu, por volta das 21h10, já na parte final do protesto, em frente ao estádio, onde o grupo chegou às 20h30.

"O ingresso [para os jogos] custa 500 conto! Nós não vamos estar lá! Queremos ver nossa reivindicação atendida! Estamos aqui, esperando! Estamos dando o nosso recado, que já demos quando paramos em outras oportunidades vias de todo o país. Agora deixamos claro que não temos medo: vai ter muita gente de verde e amarelo no estádio, mas vai ter mais gente de vermelho do lado de fora!"

O principal motivo para o novo protesto é a falta de resultados concretos em relação às reivindicações do grupo. São seis os tópicos defendidos pelo MTST para uma ampla reforma urbana na cidade, passando por saúde, educação, segurança, soberania - pensão vitalícia às famílias dos operários mortos em obras do Mundial, garantia de trabalho informal e prevenção à exploração sexual -, transporte e moradia.

É esta última questão o principal foco do grupo. O MTST aguarda uma decisão da prefeitura em relação à ocupação Copa do Povo, localizada a quatro quilômetros do estádio corintiano, ocupada por famílias sem-teto desde o início de maio. "Temos tido negociações, mas nada concreto. Assim, vamos pressionar nas ruas", disse ao iG Guilherme Boulos, um dos coordenadores do movimento.

Mais: Coordenador do MTST afirma que protestos serão intensificados durante a Copa

O grupo também exige mudanças no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e a criação de uma política nacional para prevenir despejos forçados em reintegrações de posse.

Existe a possibilidade de o grupo novamente voltar às ruas para uma grande manifestação ainda nesta semana, na sexta-feira (6), quando a seleção brasileira enfrenta a Sérvia em amistoso no Estádio do Morumbi, na zona sul da cidade. 

A última grande manifestação anti-Copa do movimento ocorreu no dia 22 de maio. Na ocasião, 15 mil pessoas, de acordo com a PM - 20 mil, segundo Boulos -, se reuniram no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, e caminharam em direção à Ponte Octávio Frias Filho, na região sul.

Na ocasião, o grupo conseguiu fechar algumas das principais vias da cidade pelas quais passaram, como Avenida Brigadeiro Faria Lima, Ponte Cidade Jardim e Marginal Pinheiros sentido-Interlagos.

Além do MTST, estarão presentes no ato grupos como o Movimento Passe Livre (MPL), Comitê Popular da Copa e Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade.

A última grande manifestação anti-Copa do movimento ocorreu no dia 22 de maio. Na ocasião, 15 mil pessoas, de acordo com a PM - 20 mil, segundo Boulos -, se reuniram no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, e caminharam em direção à Ponte Octávio Frias Filho, na região sul.

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