Em novo protesto, MTST planeja reunir até 20 mil pessoas na zona leste de SP

Por David Shalom , iG São Paulo |

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Manifestação, que sairá da Vila Matilde, é resposta à falta de propostas concretas em relação às reivindicações do grupo

Ainda em negociações com os poderes públicos, em especial a prefeitura de São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) planeja mais uma grande manifestação na capital paulista para esta quarta-feira (4). Desta vez, o protesto será na zona leste da capital paulista, mais precisamente na Estação Vila Matilde.

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A estação do da Linha Vermelha do Metrô de São Paulo fica na Radial Leste, principal via de ligação entre o centro e a zona leste da capital, a mais populosa da cidade. Também fica a apenas quatro pontos da Estação Corinthians-Itaquera, onde é a Arena Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo, no próximo dia 12 de junho.

"Não sabemos se vamos em direção ao Itaquerão. O itinerário será defindo no próprio protesto", afirmou o coordenador do grupo Guilherme Boulos em rápida conversa com o iG, na véspera do ato. "Também não há motivo especial para fazer na Vila Matilde. Da outra vez foi no Largo da Batata, agora vai ser lá."

Manifestantes caminham à Marginal Pinheiros em protesto convocado pelo MTST, na quinta-feira (22). Foto: Futura PressCerca de 15 mil pessoas participaram da manifestação, segundo a PM. Foto: Futura PressManifestantes avistando a Ponte Estaiada Octávio Frias Filho, na Marginal Pinheiros. Foto: Facebook/ReproduçãoManifestantes se aproximam da Ponte Estaiada Octávio Frias Filho, na Marginal Pinheiros. Foto: Facebook/ReproduçãoManifestantes atravessam a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, na noite desta quinta-feira (22). Foto: Facebook/ReproduçãoProtesto teve início no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista. Foto: Facebook/ReproduçãoDe lá, os manifestantes partiram em direção à Marginal Pinheiros. Foto: Facebook/ReproduçãoO objetivo do grupo era chegar à Ponte Octávio Frias Filho, símbolo de um dos pólos financeiros da capital. Foto: Facebook/ReproduçãoFoi terceiro ato contra o Mundial às vésperas da Copa do Mundo. Foto: Manifestação MTST - 22-05-2014Manifestantes fecham pista da Faria Lima em caminhada rumo à zona sul de SP. Foto: Facebook/ReproduçãoNúmero de participantes aumentou ao longo do protesto; estimativa inicial de 2 mil subiu para 15 mil ao fim da manifestação. Foto: Facebook/Reprodução

Segundo Boulos, o principal motivo para o novo protesto, o quarto ato "Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo", é a falta de resultados concretos em relação às reivindicações do grupo. São seis os tópicos defendidos pelo MTST para uma ampla reforma urbana na cidade, passando por saúde, educação, segurança, soberania - pensão vitalícia às famílias dos operários mortos em obras do Mundial, garantia de trabalho informal e prevenção à exploração sexual -, transporte e moradia.

É esta última questão, no entanto, o principal foco do grupo. O MTST aguarda uma decisão da prefeitura em relação à ocupação Copa do Povo, terreno localizado a quatro quilômetros do estádio corintiano, ocupado por famílias sem-teto desde o início de maio. "Temos tido negociações, mas nada concreto. Assim, vamos pressionar nas ruas."

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O grupo também exige mudanças no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e a criação de uma política nacional para prevenir despejos forçados em reintegrações de posse.

Existe a possibilidade de o grupo novamente voltar às ruas para uma grande manifestação ainda nesta semana, na sexta-feira (6), quando a seleção brasileira enfrenta a Sérvia em amistoso no Estádio do Morumbi, na zona sul da cidade. "Tudo depende do que irá acontecer até lá. Por enquanto, estamos focados no protesto desta quarta", resume Boulos.

A última grande manifestação anti-Copa do movimento ocorreu no dia 22 de maio. Na ocasião, 15 mil pessoas, de acordo com a PM - 20 mil, segundo Boulos -, se reuniram no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, e caminharam em direção à Ponte Octávio Frias Filho, na região sul.

Na ocasião, o grupo conseguiu fechar algumas das principais vias da cidade pelas quais passaram, como Avenida Brigadeiro Faria Lima, Ponte Cidade Jardim e Marginal Pinheiros sentido-Interlagos. 

Além do MTST, estarão presentes no ato grupos como o Movimento Passe Livre (MPL), Comitê Popular da Copa e Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade.

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