Morador suspeito de matar zelador é transferido para delegacia em São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Publicitário e sua mulher ficarão presos temporariamente por 30 dias. Segundo a polícia, morador teria confessado crime

O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47 anos, suspeito de matar e esquartejar o zelador Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, foi transferido no final da tarde desta terça-feira (3) para o 77º DP, em Santa Cecília. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a esposa do publicitário, a advogada Ieda Cristina da Silva Martins, de 42 anos deve ser encaminhada para o 89º DP, no Morumbi ainda hoje. Eles ficarão presos temporariamente por 30 dias.

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Futura Press
Publicitário teria dito aos policiais que matou o zelador, colocou o corpo em uma mala e fugiu para Praia Grande, no litoral paulista

Segundo informações da polícia, o publicitário confessou o crime nesta segunda-feira (2). Ele teria dito aos policiais que matou o zelador, colocou o corpo em uma mala e fugiu para Praia Grande, no litoral paulista.

A família do zelador desconfiava que o publicitário estava envolvido no desaparecimento, ocorrido na sexta-feira (31). Jezi era zelador de um prédio na zona norte de São Paulo havia cinco anos.

O caso

As imagens de segurança do condomínio mostram que, por volta das 15h30, o zelador desceu em um dos andares para entregar cartas, mas não retornou nem pelo elevador nem pelas escadas.

Mais: Polícia prende moradores suspeitos de matar zelador de prédio em São Paulo

Ainda segundo o registro policial, uma moradora do 11º andar disse ter ouvido uma discussão em um apartamento do mesmo andar, cujo morador, segundo ela, não teria um bom relacionamento com o zelador.

As câmeras internas do prédio mostram que, por volta das 17h, esse morador do 11º andar e a esposa arrastaram uma mala e um saco grande até um Logan preto. Questionado pela polícia, o morador admitiu não ter uma boa relação com o zelador, mas negou que tenha acontecido algo de errado entre eles naquele dia.

Os policiais vasculharam o apartamento do casal e encontraram mala e sacos similares aos exibidos pela gravação do prédio. Mas verificaram que dentro deles havia roupas e tênis. Depois, desceram com a mulher até o estacionamento e verificaram que dentro do automóvel do casal estava uma mala parecida com as da filmagem, mas dentro delas também só tinham roupas.

Indagados pelos policiais, os dois moradores contaram que tinham ido levar as roupas para uma igreja, mas retornaram porque ela estava fechada no dia. Os policiais informaram na delegaia que não visualizaram nenhum sinal de violência no apartamento do casal ou no veículo.

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