Prédio onde funcionava o Othon Palace, que fechou as portas em 2008, foi ocupado por cerca de 150 pessoas em São Paulo

Sem teto ocupam prédio na praça do Patriarca, na rua Libero Badaró, região central de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (02)
J. Duran Machfee/Futura Press
Sem teto ocupam prédio na praça do Patriarca, na rua Libero Badaró, região central de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (02)

Um grupo de 200 famílias do movimento Luta por Moradia Digna (LMD)  ocuparam, na madrugada desta segunda-feira (2), um imóvel no centro da capital paulista, de acordo com a Polícia Militar. O prédio já foi um hotel, o luxuoso Othon Palace, que fechou as portas em 2008.

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Segundo a corporação, a entrada dos sem-teto ocorreu por volta da 1h30 da madrugada e foi pacífica.

A entrada do imóvel estava bloqueada com tijolos, mas o grupo usou marretas para quebrar a barreira.

O prédio é um hotel antigo, localizado na Rua Libero Badaró, número 190, próximo à prefeitura de São Paulo. A PM informou que o grupo faz parte do Movimento de Luta por Moradia Digna.

Reivindicação

Os integrantes do movimento reivindicam que o imóvel seja revertido em moradias populares. De acordo com Ricardo Luciano Lima, coordenador do LMD, movimento que existe há 1 ano, cerca de 200 famílias, um total de 500 pessoas, participam da ocupação. Já a Polícia Militar contabilizou 150 pessoas. 

Ricardo informou que o prédio de 22 andares está abandonado há 6 anos. O imóvel, de acordo com ele, tem água, mas não dispõe de energia elétrica. "Queremos que [o imóvel] seja revertido em moradia. O prédio é propriedade da prefeitura, da Secretaria de Finanças, e está abandonado. Não existe nenhum projeto para ele”, disse Ricardo.

Entre os ocupantes, estão pessoas de várias regiões da cidade e até mesmo de outros municípios próximos. Joana Neris, atendente de padaria, de 35 anos, já mora no centro e reclama do alto valor que paga para morar. O apartamento onde mora custa R$ 1 mil por mês, sendo que a sua renda mensal, somada ao de seu marido, é de R$ 1,2 mil. “Tenho que fazer milagre todo mês, fazemos bicos”, disse ela. Joana, o filho de 7 anos e o marido decidiram, recentemente, entrar no LMD. “Eu me juntei ao movimento com a esperança de conseguir uma moradia”, contou.

* Com Agência Brasil

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