Ativistas do MPL se acorrentam em frente à sede da secretaria de Segurança em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Manifestantes alegam que estão sendo intimados a depor em inquérito policial e que não são informados sobre o motivo

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Integrantes do MPL acorrentados em frente à sede da SSP, em São Paulo, nesta sexta-feira (30)

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) fazem uma manifestação na manhã desta sexta-feira (30) em frente à sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo contra um inquérito policial que estaria apurando o envolvimento de parte do movimento em manifestações. 

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De acordo com o MPL, dezenas de militantes, e até mesmo seus parentes ou pessoas que sequer participaram de qualquer manifestação nos últimos meses, foram intimadas para comparecer ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para prestar esclarecimentos sem sequer saber do que são acusadas, ou se há alguma acusação.

Em protesto, os manifestantes estão em frente a sede da SSP e pedem uma reunião com o secretário de Segurança, Fernando Grella, para esclarecimentos sobre o inquérito policial. 

Por volta das 12h15, houve um empurra-empurra, quando um homem entrou e, segundo os integrantes do movimento, pisou em uma das pessoas acorrentadas, o que provocou a reação dos presentes. Um dos policiais, que faz um cordão de isolamento na entrada, interveio empurrando o manifestante.

Segundo Marcelo Hotimski, militante do MPL, além de integrantes do movimentos, pessoas que não foram aos protestos também estão sendo chamadas a depor, como pais e mães de militantes. “Optamos por não ir e deixar bem claro que consideramos isso um absurdo. Da terceira vez que você é chamado e não vai, pode acontecer uma condução coercitiva. A gente foi chamado esta quarta vez e a polícia falou que ia trazer outras pessoas para o Deic [Departamento Estadual de Investigações Criminais]”, declarou.

Algumas pessoas, no entanto, já estão sendo levados coercitivamente à delegacia, de acordo com o movimento. “Nos últimos três dias, familiares foram constrangidos com a presença de investigadores do Deic na porta de suas casas para, sem ordem judicial, conduzir coercitivamente os intimados”, diz nota do grupo.

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Ativistas pedem um reunião com o secretário de Segurança Pública de São Paulo

Ele disse que o ato é uma forma de pedir explicações ao secretário Fernando Grella sobre os abusos que estão sendo cometidos na condução do inquérito e reivindicar a suspensão das investigações. “É um absurdo no geral, a própria criação dele tem intuito de desmobilizar as pessoas que estão se manifestando”, avaliou. Hotimski acredita que os militantes do MPL devem ter o direito de permanecer em silêncio diante de um procedimento de que discordam.

O inquérito que, segundo a SSP, investiga práticas criminosas cometidas durante os protestos foi instaurado em outubro do ano passado. O órgão informou, por meio da assessoria de imprensa, que as investigações correm dentro da legalidade. Disse ainda que o secretário não deve receber nenhum representante do movimento.

* Com Agência Brasil

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