Com o tema "Quem cala não consente!", o coletivo quer alertar que a não aceitação a uma prática sexual não necessariamente precisa ser verbal ou uma reação física

A 4º Marcha das Vadias, em São Paulo, será realizada neste sábado (24) a partir das 12h, no vão do Masp, na avenida Paulista. O coletivo espera que pelo menos a mesma quantidade de pessoas do ano passado, cerca de 3,5 mil, participem do evento deste ano. Com o tema "Quem cala não consente!", o coletivo quer alertar que a não aceitação a uma prática sexual não necessariamente precisa ser verbal ou uma reação física.

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O ato deste ano trará também a frase: ”Pagando ou não, não dá direito a agressão” para abordar que as prostitutas também têm o direito de escolher seus clientes. Até o início da tarde desta sexta-feira (23), 6,9 mil pessoas haviam confirmado presença no evento divulgado nas redes sociais. "Não é possível saber pelo evento divulgado no Facebook, pois não é um termômetro muito confiável", diz Patrícia Diniz*, integrante do movimento.

Segundo ela, o coletivo espera ampliar o debate com a marcha. "Para nós é mais importante melhorar em termos de qualidade do que em quantidade", relata. No ano passado, o coletivo foi as ruas com o tema "Quebre o Silêncio" para incentivar que as mulheres que sofrem violência sexual denunciem os agressores.

A Marcha das Vadias começou em Toronto, no Canadá, em 2011, com o nome Slutwalk, devido a uma onda de violência que acontecia na cidade. Durante uma palestra realizada por um policial no campus de uma universidade para explicar como as pessoas poderiam se proteger, ele disse que ajudaria muito se as meninas não se vestissem como vadias. Depois disso, um grupo de universitárias canadenses se reuniu e fez uma marcha protestando contra a culpabilização da mulher pela violência sexual.

* O nome foi trocado a pedido da entrevistada

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