Greve afeta os municípios de Osasco, Diadema, São Bernardo do Campo, Carapicuíba, Santana do Parnaíba, Barueri, Itapevi, Jandira, Cotia e Pirapora do Bom Jesus

Grevistas impedem a saída de ônibus em Osasco (Grande SP)
Marcos Bezerra/Futura Press
Grevistas impedem a saída de ônibus em Osasco (Grande SP)

Parte dos ônibus de dez cidades da Grande São Paulo não saíram às ruas na manhã desta sexta-feira (23). Motoristas e cobradores pedem reajustes salariais. 

Capital: ‘Absurdo dizer que somos bandidos’, dizem motoristas que pararam SP nesta semana

A greve de motoristas e cobradores afeta os municípios de Osasco, Diadema, São Bernardo do Campo, Osasco, Carapicuíba, Santana do Parnaíba, Barueri, Itapevi, Jandira, Cotia e Pirapora do Bom Jesus. 

Trânsito: Manhã de chuva deixa o trânsito lento em São Paulo

Câmeras nas principais avenidas: Veja como está o trânsito em São Paulo

Em Osasco, a zona sul do município é a mais prejudicada com a paralisação dos trabalhadores da Viação Osasco. De acordo com a Companhia Municipal de Transportes apenas 30 dos 177 ônibus da frota estão circulando.

Além da Viação Osasco, o movimento grevista atinge a empresa Urubupungá, que tem 170 ônibus para atender aos moradores da zona norte. A situação nessa região da cidade é um pouco melhor, pois mais da metade da frota (60%) está nas ruas.

Em Diadema, os 116 veículos da Viação MobiBrasil não saíram da garagem. A empresa transporta 35 mil pessoas por dia no município. A prefeitura informou que a viação Benfica, outra empresa que divide com a Mobibrasil o transporte no município, disponibilizou 37 carros para atender alguns bairros que estão sem transporte.

Além dos municípios, a greve em Osasco e Diadema também afeta o transporte intermunicipal. De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP), em média, essas empresas transportam em torno de 80 mil passageiros nos deslocamentos intermunicipais.

Leia mais: Haddad não se reúne com motoristas e diz que paralisação é antidemocrática

Congestionamentos: São Paulo tem recorde de lentidão em 2014

Quinta-feira:  Cidades da Grande São Paulo também enfrentam paralisações de ônibus

Segundo a empresa MobiBrasil, um acordo foi fechado com o sindicato dos motoristas e aprovado em assembléia na semana passada. O acordo prevê reajuste de 8% nos salários, 8% no vale-refeição, R$ 400 de participação nos lucros e resultados e plano de saúde integral. A empresa informa ainda que a paralisação é responsabilidade de um grupo dissidente do sindicato e, em função disso, aguarda uma decisão da Justiça do Trabalho sobre o movimento grevista.

Na cidade São Paulo, uma paralisação da categoria durou três dias. Os condutores e cobradores voltaram ao trabalho nesta quinta-feira apesar de ainda não ter acordo entre grevistas, prefeitura e empresários.

* Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.