Audiência termina sem acordo, mas ônibus continuam nas ruas em São Paulo

Por Natália Peixoto - iG São Paulo | - Atualizada às

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Apesar de impasse sobre a legalidade da greve, representantes dos motoristas afirmaram que vão manter os ônibus nas ruas

A audiência de conciliação realizada na tarde desta quinta-feira (22) na Justiça do Trabalho, em São Paulo, terminou sem definição sobre a legalidade da paralisação dos motoristas de ônibus em São Paulo. Apesar do impasse, os representantes dos motoristas de ônibus afirmaram que vão manter os ônibus nas ruas.

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Quarta-feira: Pelo segundo dia, motoristas fazem paralisação e fecham terminais em SP

Terça-feira: Motoristas e cobradores protestam e fecham terminais de ônibus de São Paulo

Protesto de motoristas e cobradores da Viação Santa Brígida, em São Paulo, nesta quinta-feira (22). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressTerminal da Barra Funda vazio, em São Paulo, nesta quarta-feira (21), após a paralisação de motoristas e cobradores. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressEm coletiva, o secretario municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, defende uma investigação policial dentro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus. Foto:  Taba Benedicto/Futura PressÔnibus não saem da garagem da viação Santa Brígida, na zona oeste, nesta quarta-feira. Foto: Alex Falcão/Futura PressMotoristas e cobradores realizam protesto e fecham a garagem da viação de ônibus Sambaíba, em São Paulo, SP, na madrugada desta quarta-feira (21). Foto: Edison Temoteo/Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Sacomã, em São Paulo. Foto: Renato Mendes/Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Bandeiras, em São Paulo  . Foto: Renato S.Cerqueira/Futura PressEstação da Sé fica lotada por causa das paralisações dos terminais de ônibus nesta terça-feira (20), em São Paulo. Foto: Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Sacomã, zona sul de São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressGreve provocou fila de ônibus nas ruas de São Paulo. Foto: Alexandre Serpa/Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus se reúnem para reivindicar reajuste salarial e causam trânsito na região da Prefeitura de São Paulo, nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressMotoristas e cobradores fecham terminal Santana, na zona norte da cidade, nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressFuncionários fazem paralisação e fecham Terminal Parque Dom Pedro, em São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressFila de ônibus causa lentidão no trânsito da Avenida Eusébio Matoso em São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Bandeiras, na República, em São Paulo. Foto: Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação no Terminal da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo (SP), na manhã desta terça-feira (20). Foto: André Lucas Almeida/Futura Press

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) não aceitou negociar a legalidade da greve. Sem acordo, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Rilma Hemetério, deu prazo de 24 horas para que sindicato e empresas se posicionem sobre a paralisação, e deixou para o julgamento de um colegiado, que deve acontecer em até um mês, a decisão se a greve foi ou não legal. Até o julgamento, ainda sem data marcada, continua valendo a liminar que determina o funcionamento de, no mínimo, 75% da frota.

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Apesar de não entrarem em consenso, o sindicato patronal e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), que representa os trabalhadores, informaram que a paralisação de motoristas e cobradores está encerrada na capital paulista. A informação foi apresentada pelas duas partes no juízo trabalhista e incorporada à ata da audiência de conciliação.

O sindicato dos trabalhadores ressaltou que a paralisação foi iniciada por uma “facção” de empregados vencida na assembleia da categoria. Segundo a entidade, o ajustado na convenção coletiva, ou seja, o aumento de 10%, é o que deverá ser acatado pela categoria. 

Representantes dos grevistas das viações Santa Brígida, Sambaíba e Gato Preto disseram que suspenderam a paralisação até a definição da Justiça. Eles pedem uma renegociação do reajuste de 10% fechado entre os sindicatos dos motoristas e o patronal. A reunião está sendo presidida pela desembargadora do Trabalho Rilma Aparecida Hemetério e, entretanto, tratou apenas quanto a legalidade da greve. Ao final da sessão, a desembargadora disse que os dois sindicatos estão de acordo quanto a negociação do reajuste.

Rilma deu um puxão de orelha nos dois sindicatos, que deveriam ter acionado o sistema PAESE, que é a frota de emergência que atende em casos de paralisação, e chamado a Polícia Militar no caso de ações violentas que teriam obrigado os motoristas a ficarem nas garagens. Para ela, causa "estranheza" que o sistema não tenha sido acionado. "O dono de uma coletividade, de trabalhadores andando o dia inteiro, é irreparável", disse. "Greve é uma paralisação, mas dentro do direito da lei. A lei dá o direito, e ela cobra."

A desembargadora disse que não dirige há 10 anos e que depende de ônibus para se locomover. Ela só conseguiu trabalhar graças ao carro que o Tribunal disponibilizou, mas que sua colaboradora em casa sofreu com a greve.

Ela não viu necessidade de oficiar a Prefeitura ou a Sptrans para explicar o que aconteceu, e disse que o sindicato dos motoristas é o responsável por toda a categoria, inclusive pela "facção" que iniciou a paralisação. "O sindicato representa a todos, os dissidentes e os concordantes", afirmou.

Nesta quinta-feira, a situação foi mais tranquila em comparação aos dois dias anteriores, quando mais da metade dos terminais da cidade foram fechados. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a greve afetou 30% do transporte de ônibus, o que prejudicou cerca de 1 milhão de pessoas. Uma reunião ontem (21) na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho acertou o retorno às atividades com a condição de que a prefeitura intermediasse a reabertura das negociações com os empresários.

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