"É uma irresponsabilidade com o cidadão", diz ministro sobre greve em São Paulo

Por Agência Brasil |

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"É lamentável o que ocorreu em São Paulo, uma greve imprevista, não anunciada, uma irresponsabilidade para com o cidadão", afirmou Gilberto Carvalho

Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira (21) que a greve dos motoristas e cobradores em São Paulo é lamentável e uma "irresponsabilidade". “É lamentável o que ocorreu em São Paulo, uma greve imprevista, não anunciada, uma irresponsabilidade para com o cidadão.”

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Protesto de motoristas e cobradores da Viação Santa Brígida, em São Paulo, nesta quinta-feira (22). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressTerminal da Barra Funda vazio, em São Paulo, nesta quarta-feira (21), após a paralisação de motoristas e cobradores. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressEm coletiva, o secretario municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, defende uma investigação policial dentro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus. Foto:  Taba Benedicto/Futura PressÔnibus não saem da garagem da viação Santa Brígida, na zona oeste, nesta quarta-feira. Foto: Alex Falcão/Futura PressMotoristas e cobradores realizam protesto e fecham a garagem da viação de ônibus Sambaíba, em São Paulo, SP, na madrugada desta quarta-feira (21). Foto: Edison Temoteo/Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Sacomã, em São Paulo. Foto: Renato Mendes/Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Bandeiras, em São Paulo  . Foto: Renato S.Cerqueira/Futura PressEstação da Sé fica lotada por causa das paralisações dos terminais de ônibus nesta terça-feira (20), em São Paulo. Foto: Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Sacomã, zona sul de São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressGreve provocou fila de ônibus nas ruas de São Paulo. Foto: Alexandre Serpa/Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus se reúnem para reivindicar reajuste salarial e causam trânsito na região da Prefeitura de São Paulo, nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressMotoristas e cobradores fecham terminal Santana, na zona norte da cidade, nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressFuncionários fazem paralisação e fecham Terminal Parque Dom Pedro, em São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressFila de ônibus causa lentidão no trânsito da Avenida Eusébio Matoso em São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Foto: Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação e fecham Terminal Bandeiras, na República, em São Paulo. Foto: Futura PressMotoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação no Terminal da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo (SP), na manhã desta terça-feira (20). Foto: André Lucas Almeida/Futura Press

A paralisação em parte do serviço de transporte público na capital paulista ocorre desde este terça-feira (20) devido ao protesto de um grupo de motoristas e cobradores contrários à proposta de negociação salarial aprovada em assembleia da categoria no dia 19.

Durante o programa Bom Dia, Ministro, Carvalho ressaltou que espera que as paralisações de diversas categorias se reduzam à medida que a Copa do Mundo se aproxima.

“Esperamos que haja bom senso, que, na medida em que vá chegando a Copa, esses protestos se reduzam e que de fato as pessoas saibam que elas não podem punir a população em busca de um objetivo setorial. Fazer esse aproveitamento de oportunidade é uma coisa perigosa e que pode se voltar contra a própria categoria. Vamos trabalhar no diálogo e não na repressão até o último dia da Copa para que as pessoas tenham bom senso e não provoquem prejuízos para o país em troca de interesses muito particulares e muito setorizados.”

Segundo Carvalho, o governo tem se preocupado com as manifestações e, por isso, ele fez uma rodada de debates nas 12 cidades-sede para conversar com movimentos sociais sobre o Mundial. Ontem, ele participou do último encontro chamado Diálogos Governo-Sociedade Civil: Copa 2014, na sede do Sindicato dos Bancários, em Brasília.

“Houve todo um movimento 'Não vai ter Copa', uma indisposição em relação à Copa do Mundo, que se deve muito à falta de uma comunicação adequada e de um conhecimento real das pessoas do que é a Copa. Espalhou-se infelizmente a ideia de que a Copa era um antro de corrupção, com a construção de elefantes brancos, com obras inacabadas, de paraíso da Fifa [Federação Internacional de Futebol] tirando dinheiro do Brasil. Não é verdade que gastamos dinheiro público na Copa em detrimento da saúde e da educação. Não é verdade que as arenas estão se tornando em elefantes brancos.”

Ele acredita que, com as obras ficando prontas, as manifestações contra a Copa tentem a se reduzir. “O que vimos na quinta-feira passada foi que manifestações propriamente contra a Copa foi muito reduzido. Durante a Copa, as manifestações serão bem-vindas, mas as que são propriamente para protestar contra a Copa serão muito minoritárias”, avaliou.

A quinta-feira da semana passada foi marcada por protestos em várias cidades em um ato chamado Dia Internacional de Lutas contra a Copa, o 15M, em referência ao dia 15 de maio. Os gastos públicos com o torneio foram o principal alvo das manifestações, além das reivindicações de categorias que estão em greve.

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