Após passeata, professores municipais em greve marcam nova manifestação na sexta

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Durante as três horas da marcha, educadores bloquearam a avenida Paulista e a rua da Consolação

Após três horas e meia de manifestação, os professores da rede municipal de ensino de São Paulo terminaram o protesto por aumento salarial em frente à Prefeitura, no viaduto do Chá, centro. Eles prometem “parar a cidade” na próxima sexta-feira (23) em nova passeata, que ratifica a decisão tomada hoje de manter a greve.

Leia também: Motoristas e cobradores fecham terminais de ônibus de São Paulo

Renato S. Cerqueira/Futura Press
Protesto de professores na cidade de São Paulo (SP), nesta terça-feira (20). Concentração na Avenida Paulista

O protesto começou às 15h na avenida Paulista. Primeiro, os professores bloquearam uma pista da Paulista na altura do Masp. Em seguida, o grupo iniciou a caminhada em direção ao centro bloqueando totalmente a Rua da Consolação por volta das 16h30.

Os professores foram, então, para o centro da cidade, chegando à sede da prefeitura por volta das 18h. Eles ficaram por 20 minutos no local empunhando faixas e gritando palavras de ordem. Em assembleia no local, eles decidiram iniciar uma nova caminhada na próxima sexta com saída da prefeitura por volta das 14h.

Rodízio supenso: Com paralisação de ônibus, Prefeitura de SP suspende rodízio

Mais: Ônibus é incendiado na zona sul de São Paulo

A Polícia Militar não estimou o número de professores que participam do ato, mas o presidente do Sindicato dos Professores em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), Claudio Fonseca, falou em 15 mil pessoas.

A passeata pede que o aumento complementar de 15,38% a quem recebe o piso se estenda para os 94 mil servidores da rede municipal de ensino, envolvendo ativos e aposentados. “Eles só querem dar o reajuste para 16 mil pessoas”, afirma o sindicalista.

De acordo com Fonseca, o prefeito prometeu o aumento só para 2015, mas eles querem o reajuste a partir de agora. Ele completa afirmando que a greve não trata apenas de salários. "A nossa pauta também pede a redução de alunos na sala, investimento na formação dos educadores e mais segurança."

A assessoria de imprensa da Prefeitura justifica que a incorporação dos 15,38% de aumento aos 13,43% prometidos pelo prefeito Fernando Haddad (PT) resultaria em um aumento superior a 28%.

Haddad encaminhou um projeto de lei para aumentar o piso salarial dos professores, gestores e do quadro de apoio à educação em 15,38%. A medida elevará para R$ 3 mil o piso dos professores com jornada semanal de 40 horas-aula retroativamente a 1º de maio.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas