Relatório final confirma que adolescente matou família e se suicidou. Crime aconteceu no dia 5 de agosto de 2013

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito do caso Pesseghini nesta terça-feira (20). O relatório final do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, usou a pistola calibre 40 da mãe para matar os pais, que eram policiais militares, a avó materna e a tia-avó, e depois se matou com um tiro na cabeça na casa onde a família morava.

Familiares pedem reabertura de inquérito e nova investigação do caso Pesseghini

Os avós paternos do garoto contestam a tese de homicídio, seguido de suícidio da polícia e querem a reabertura do caso. Segundo a advogada criminalista Roselle Soglio, especialista em perícias criminais, contratada pelos avós do garoto, faltam elementos na investigação para apontar Marcelo como autor do crime.

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"Temos elementos para acreditar que a investigação foi insulfiente. A polícia partiu do princípio que o Marcelo era o autor e não investigou todo o resto", disse.

O crime

Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na casa onde viviam na zona norte de São Paulo, em agosto do ano passado. Entre os mortos, estavam dois policiais militares — o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

Uma das primeiras preocupações era que a família tivesse sido atacada por uma facção criminosa. Mas a possibilidade foi descartada pela polícia logo no começo das investigações, que apontaram o estudante Marcelo como o principal suspeito de ter matado a família e cometido suicídio cerca de 15 horas depois.

Segundo a polícia, o menino sofria de uma doença chamada "encefalopatia hipóxica" (falta de oxigenação no cérebro), que causou um quadro de delírio encapsulado” (ideias delirantes), que foi estimulado por jogos violentos de videogame.

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