Hoje shopping, edifício Alexandre Mackenzie foi a sede da energia elétrica de SP

Por Beatriz Atihe , iG São Paulo | - Atualizada às

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Prédio inaugurado em 1929 foi sede da empresa Light na capital paulista. Atualmente, é parte do patrimônio público do Estado

Quem passa pelo shopping Light nem imagina a bagagem cultural que o prédio carrega. Localizado no número 23, da rua Xavier de Toledo, no centro de São Paulo, o edifício Alexandre Mackenzie foi construído para abrigar a Light, empresa canadense que foi responsável pelo serviço de energia elétrica da capital paulista entre 1899 e 1981.

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O shopping Light, que fica no edifício Alexandre Mackenzie, no centro de São Paulo. Foto: DivulgaçãoO prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheO prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheO prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheEntrada do edifício Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz Atihe/iG São PauloDetalhes do teto do hall de entrada do edifício Alexandre Mackenzie. Foto: Beatriz Atihe/iG São PauloElevador tombado do Alexandre Mackenzie. Foto: Beatriz AtiheAviso do elevador do prédio Alexandre Mackenzie. Foto: Beatriz AtiheVista do prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheVista do prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheVista do prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheVista do prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheVista do prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz AtiheVista do prédio Alexandre Mackenzie, no centro da capital paulista. Foto: Beatriz Atihe

“A empresa veio para São Paulo para ser responsável pelo abastecimento de energia da cidade. O primeiro grande marco da Light foi criar um circuito elétrico para os bondes da capital que até então eram puxados por burros”, explica a gerente de marketing do shopping, Gabriella Rangel.

Projetado pelos norte-americanos Preston e Curtiss e executado por Ramos de Azevedo, grande arquiteto brasileiro do século 20, a área do prédio dava lugar ao Teatro São José, o primeiro da cidade. “Com o crescimento de São Paulo foi preciso pensar em um teatro maior e então foi elaborado o projeto do Theatro Municipal”, afirma a gerente de marketing.

O prédio, inaugurado em 1929, carrega o nome de um dos criadores do grupo Light, o advogado canadense Alexandre William Mackenzie, que foi presidente da empresa entre 1914 e 1928. O edifício de nove andares e 50 metros de altura chama a atenção de quem passa pela região pela arquitetura e por manter características desde a época de sua inauguração, como os 125 toldos das janelas, que caracterizavam os prédios do início do século passado.

Em 1981, o governo do Estado de São Paulo adquiriu a parte paulista do grupo Light e criou a Eletropaulo, responsável pela rede de distribuição de energia do Estado até hoje. Vendido no início da década de 90, o edifício Alexandre Mackenzie foi transformado em um shopping center em 1999.

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Considerado parte do patrimônio público de São Paulo, o shopping Light criou no início deste ano o “Walking Tours Shopping Light”, que é um projeto que leva grupos de turistas e paulistanos para conhecer o centro histórico da cidade e a parte tombada do edifício. A visita externa acontece em dois sábados do mês, das 10h30 às 13h e a visita interna em dois domingos do mês, das 14h às 16h.

Nas visitas, as pessoas conhecem o terraço do prédio, onde é possível contemplar o centro da cidade. Além disso, também conseguem ver a casa de máquinas dos elevadores. “Os elevadores foram trazidos dos Estados Unidos para cá de navio e apesar de estarem fechados para o público, suas peças são mantidas em perfeito estado”, conta Gabriella.

Os elevadores tombados mantêm as características originais, como acabamentos dourados, as manivelas que faziam com que os elevadores se movimentassem e as placas escritas com a ortografia antiga. Além disso, os visitantes também podem ver algumas áreas no shopping que foram mantidas desde o grupo Light, como os halls utilizados pelos funcionários e pelo presidente da empresa.

Para a funcionária do shopping, o maior desafio em ter um shopping dentro de um edifício tombado é a conservação. “É difícil manter o lugar desse jeito, porque a maioria dessas peças não são mais produzidas, então se alguma quebra, nós precisamos mandar fazer outra”. Ela ainda destaca que as visitas têm atraído muitas pessoas para conhecer a história do prédio. “O mais legal é ver parentes de ex-funcionários da Light virem para conhecer onde foi a empresa”, diz.


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