Funcionários demitidos de instituto fecham a avenida Paulista desde as 10h

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Protesto de funcionário ocorre no mesmo dia em que movimentos sociais interditaram diversas avenidas da capital

Funcionários do Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort), que prestava serviço terceirizado aos telecentros da Prefeitura de São Paulo, fecham o sentido centro da avenida Paulista desde as 10h desta quinta-feira (15).

O dia: Protestos fecham avenidas e rodovia de São Paulo

J. Duran Machfee/Futura Press
Funcionários do Idort, que prestava serviço terceirizado aos telecentros da prefeitura, protestam na avenida Paulista, nesta quinta-feira














Desde o final da manhã, eles estão em frente ao instituto, na altura da rua Itapeva. Por volta das 17h, uma comissão de dez funcionários foi recebida e permanecem em reunião por representantes da empresa.

Segundo Anderson Silva, 31 anos, ex-supervisor do Telecentro Jardim Lapenna, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, o Idort demitiu 660 funcionários e não pagou os direitos. "Desde o dia 1º de abril eles estão fechando os telecentros e demitindo os funcionários, mas até agora ninguém recebem os nossos direitos", diz Silva.

De acordo com a empresa, há pouco mais de um mês, a Idort foi surpreendida com o aviso de que não teria o seu contrato de operação renovado. 

Visibilidade da Copa atrai até parceiros do governo para protestos

O protesto ocorre no mesmo dia em que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto fechou diversas avenidas na capital em protesto por moradias populares e contra os gastos da Copa do Mundo, entre eles uma ação em frente ao estádio do Corinthians.

Os manifestantes que tomaram a avenida pouco depois das 11h decidiram sair da avenida por volta das 15 horas, após uma reunião com a direção do instituto ter sido agendada.

Além da avenida Paulista, ao menos outras cinco avenidas interditadas pelo MTST foram: Marginal Pinheiros, na altura da ponte João Dias; Giovanni Gronchi; Ponte do Socorro; e Marginal Tietê. Todas já foram liberadas. O protesto em São Paulo faz parte de um ato nacional unificado dos Comitês Populares da Copa. Outro ato está marcado para hoje a partir das 17h, com concentração na Praça do Ciclista, na avenida Paulista.

Protesto do MTST na região do Terminal João Dias, na zona sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (15). Foto: Luiz Claudio Barbosa/Futura PressProtesto do MTST bloqueia a Marginal Tietê, na altura da Ponte Orestes Quércia (Estaiadinha), sentido Rodovia Ayrton Senna, nesta quinta-feira (15). Foto: Alice Vergueiro/Futura PressProtesto bloqueia a Marginal Tietê, na altura da Ponte Orestes Quércia (Estaiadinha), nesta quinta-feira (15). Polícia agiu para liberar a pista. Foto:  Alice Vergueiro/FuturaAto em frente ao Itaquerão, em São Paulo, nesta quinta-feira (15). Foto: Divulgação/MTSTManifestantes protestam em frente ao Itaquerão, na manhã desta quinta-feira (15), na zona leste de São Paulo. Foto: Divulgação/MTSTManifestantes protestam em frente ao Itaquerão, na manhã desta quinta-feira (15), na zona leste de São Paulo. Foto: Divulgação/MTSTManifestantes protestam em frente ao Itaquerão, na manhã desta quinta-feira (15), na zona leste de São Paulo. Foto: Divulgação/MTSTIntegrantes da ocupação Copa do Povo, realizam protesto no terreno ocupado, em São Paulo, na manhã desta quinta. Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSAmanhacer na ocupação Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste de São Paulo nesta quinta-feira (15). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSManifestantes ligados à Ocupação Esperança, em Osasco (SP), realizam protesto na rodovia Anhanguera. Foto: Oslaim Brito/Futura PressIntegrantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes realizam protesto na avenida Presidente Wilson, na Mooca, em São Paulo, nesta quinta (15). Foto: Renato Mendes/Futura PressManifestantes da ocupação Copa do Povo chegando a Radial Leste, próximo ao Itaquerão. Foto: Divulgação/MTSTMomento da interrupção da Marginal Tietê, na altura da Ponte Estaiadinha. Foto: Divulgação/MTSTManifestantes na Marginal Tietê, na altura da Ponte Estaiadinha. Foto: Divulgação/MTSTManifestantes na Marginal Tietê, na altura da Ponte Estaiadinha. Foto: Divulgação/MTSTManifestantes da ocupação Copa do Povo, chegando na Radial Leste. Foto: Divulgação/MTSTManifestantes da ocupação Copa do Povo, chegando na Radial Leste. Foto: Divulgação/MTST

Além do fim dos despejos e remoções forçadas, os movimentos sociais que encabeçam esses atos reivindicam o arquivamento dos projetos de lei que tipificam como crime de terrorismo ou ampliam penas para danos causados durante as manifestações. Eles cobram também a desmilitarização das polícias, pensão vitalícia para as famílias dos nove operários mortos enquanto trabalhavam na construção de estádios da Copa, bem como a responsabilização das construtoras.

Na semana passada, movimento sociais, que formam o coletivo Resistência Urbana, iniciaram uma série de manifestações que devem ocorrer até a Copa do Mundo. A concentração dos protestos ocorreram simultaneamente em três pontos da capital paulista. O alvo foram grandes construtoras que receberam recursos para construção e reforma dos estádios. O movimento foi recebido pela presidenta Dilma Roussef, que fazia uma visita ao Itaquerão naquele dia. Ela prometeu estudar a possibilidade de construir moradias no terreno da ocupação na zona leste

Leia tudo sobre: protestomanifestaçãoavenida paulistaidortigsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas