Júri de Farah Jorge Farah é composto por cinco mulheres e dois homens

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Cirurgião plástico é acusado de matar e esquartejar a paciente e amante Maria do Carmo Alves, em janeiro de 2003

O segundo julgamento do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, acusado de matar e esquartejar a paciente e amante Maria do Carmo Alves, em janeiro de 2003, começou por volta 12h no Plenário 10 do Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital. O júri é composto por cinco mulheres e dois homens. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Farah acompanha o julgamento.

Mais: Segundo julgamento de Farah Jorge Farah deve começar nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (12), devem começar a ser ouvidas as oito testemunhas de acusação; na terça, as testemunhas de defesa e na quarta, o interrogatório do réu e o debate entre defesa e acusação.

O julgamento do médico já foi adiado cinco vezes. A última delas em março deste ano, quando o advogado Odel Antun, defensor de Farah, pediu adiamento porque cinco das oito testemunhas de defesa não teriam sido localizadas.

Se ficar provada a semi-imputablidade de Farah, a pena poderia ser reduzida em um terço, para oito anos. Como ele já ficou preso por quatro anos, ele provavelmente cumpriria o resto da pena em liberdade.

O crime

O crime aconteceu no dia 24 de janeiro de 2003. Segundo a defesa, Maria do Carmo foi até o consultório do médico, no bairro de Santana, zona norte da capital, com uma faca e tentou agredir Farah. O médico conseguiu desarmá-la e golpear o pescoço da vítima. Nesse momento, o médico relata ter tido um “branco” e só retomou a consciencia no dia seguinte.

Segundo a polícia, após matar a mulher, Farah teria ainda retirado todo o sangue dos órgãos e cortado o corpo em nove pedaços, que escondeu em sacos de lixo dentro do próprio carro. Ele ainda retirou a pele das pontas dos dedos. Após o crime, ele foi para uma clínica psiquiátrica, onde se internou. Lá teria confessado o crime para uma sobrinha, que o denunciou. O corpo da vítima só foi encontrado três dias depois.

Farah ficou preso por quatro anos e meio e aguarda a decisão do julgamento em liberdade. Em 2006, o Conselho Regional de Medicina (CRM) o proibiu de exercer a profissão. Após sair da cadeia, ele se matriculou na Faculdade de Saúde Pública e mora em um sobrado na Vila Mariana, zona sul da capital, onde aguarda um novo julgamento.

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