Grupos de ativistas protestaram em frente a empresas que participam de obras para a Copa do Mundo na capital paulista

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e de outros movimentos socais fizeram passeatas e ocuparam sedes de construtoras na capital paulista. Eles são contra os gastos públicos com a Copa do Mundo e consideram essas empresas símbolos desses gastos.

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Integrantes de movimento sociais ocupam e picham o hall de entrada do escritório da construtora Odebrecht, na zona oeste de São paulo
Kevin David/Futura Press
Integrantes de movimento sociais ocupam e picham o hall de entrada do escritório da construtora Odebrecht, na zona oeste de São paulo

Os manifestantes se dividiram em grupos que protestaram em três empresas: a Odebrecht, na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte Eusébio Matoso, a AOS Empreendimentos, na avenida Angélica, centro, e a Andrade Gutierrez, na rua Doutor Geraldo Campos Moreira, no Brooklin.

Na Odebrecht, aproximadamente 100 militantes jogaram tinta e utilizaram sprays, fizeram pichações e chegaram a entrar no saguão do escritório da empresa. Na AOS Empreendimentos, cerca de 100 manifestantes colaram cartazes e também entraram por alguns minutos no saguão. Já na Andrade Gutierrez, 50 pessoas participaram do ato.

Grupos de manifestantes se espalharam por pontos de São Paulo
Divulgação
Grupos de manifestantes se espalharam por pontos de São Paulo

Segundo Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, as ações fazem parte da abertura da campanha Copa sem Povo, Tô na Rua de Novo. “Vai ter mobilizações semanais dos movimentos populares urbanos, para denunciar os abusos e as medidas impopulares feitas em relação à Copa”, disse ele.

Em nota, a Odebrecht lamentou a invasão e disse que a fachada e a recepção foram pichadas e alvo de vandalismo. A empresa diz que respeita qualquer manifestação pacífica, mas repudia esse tipo de ação. Para preservar a integridade dos funcionários, a construtora reforçou a segurança e pediu ajuda da polícia.

Na avenida Paulista:

A Andrade Gutierrez informou que respeita toda e qualquer manifestação pública pacífica e entende que isso representa o exercício da democracia. “No entanto, a companhia lamenta e repudia atos de vandalismo e violência. ", diz o comunicado.

Já a assessoria de imprensa da AOS Empreendimentos ainda não se pronunciou sobre o assunto.

* Com informações da Agência Brasil

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