Juiz marca audiência de conciliação sobre ocupação perto do Itaquerão

Por Agência Brasil |

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Juiz tomou a decisão após analisar recurso dos sem-teto contra uma liminar que autorizava a reintegração de posse

Agência Brasil

O juiz Celso Maziteli Neto, da 3ª Vara Cível de Itaquera, em São Paulo, marcou para o próximo dia 23 uma audiência de conciliação para discutir a situação da ocupação Copa do Povo. O magistrado havia determinado ontem (7) que as 2,8 mil famílias que estão na área, que pertence à Viver Incorporadora, deveriam sair do imóvel em 48 horas.

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Alice Vergueiro/Futura Press
Ocupação Copa do Povo na Rua Malmequer do Carmo, em Itaquera, na zona leste de São Paulo

O juiz tomou a decisão após analisar o recurso do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) contra liminar que autorizava a ação reintegração de posse. Apesar de manter a decisão inicial, Maziteli Neto disse que só decidirá sobre o despejo depois da tentativa de solucionar o impasse pacificamente. “Analisarei eventual expedição de mandado de reintegração de posse nesta oportunidade, se não tiver até lá havido a já determinada desocupação da área, bem como não sobrevier acordo em relação ao objeto deste litígio”, disse o magistrado.

A ocupação foi um dos temas discutidos no encontro de representantes do MTST com a presidenta Dilma Rousseff e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na tarde de hoje. A reunião aconteceu antes da visita da presidenta ao Itaquerão, estádio que receberá a abertura da Copa do Mundo. Os barracos estão em um terreno que fica a 4 quilômetros da arena.

Vídeo na ocupação: “Quero ver o Neymar e a Dilma dormindo aqui”

Haddad também defendeu a busca de uma solução pacífica para a situação. “Estamos em diálogo com o movimento e também com o proprietário. O que nós queremos é que as pessoas possam apresentar as suas reivindicações pacificamente”, disse.

Mais cedo, o movimento tinha mostrado disposição de resistir a um eventual despejo.“Não queremos outro massacre do Pinheirinho. Nem que a imagem da Copa do Mundo no Brasil seja definitivamente marcada por um conflito violento e massacre de trabalhadores sem teto”, destacou a nota divulgada pelo MTST.

Veja como é o cotidiano nos acampados no Copa do Povo:


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