Aproximadamente 200 manifestantes de várias partes do Brasil se reuniram para participar do ato contra a unidade do Tecam

Cerca de 200 manifestantes do movimento “Comboio Pela Vida” se posicionaram em frente ao laboratório Tecam em São Roque (SP), a aproximadamente 59 km de São Paulo, neste domingo (27) para protestar contra possíveis testes farmacêuticos em animais. O ato foi organizado por meio do Facebook.

2013: Instituto Royal diz em vídeo que vai retomar testes com animais; assista

Aproximadamente 200 ativistas fazem manifestação contra o laboratório Tecam, em São Roque, por suposto uso de animais em experiências farmacêuticas
Reprodução/Facebook
Aproximadamente 200 ativistas fazem manifestação contra o laboratório Tecam, em São Roque, por suposto uso de animais em experiências farmacêuticas


Manifestação: Ativistas libertam cães usados em pesquisas em São Roque

Ao menos cinco viaturas da polícia chegaram ao local com dez policiais, que permaneceram na entrada da unidade laboratorial. Seguranças particulares também foram chamados pela instituição.

O grupo veio de várias regiões do País para participar do ato. Comboio saiu do Masp, em São Paulo, neste domingo, por volta das 10h com destino a São Roque. Ao chegarem em São Roque, os manifestantes se juntaram e saíram juntos da Praça da República em carros, ônibus e em um trio elétrico, dizendo "Se o Tecam não fechar, a gente vai entrar".

Segundo os ativistas, uma solução para o problema seria utilizar computadores para realizar experiências medicamentosas. Eles afirmam haver tecnologia no mercado para isso.

Instituto Royal

Um grupo formado por dezenas de atividades em defesa dos animais arrombou os portões e invadiu, em 2013, o Instituto Royal, também em São Roque, para libertar cerca de 150 de cães da raça beagle usados em testes de medicamentos.

Confira fotos dos ativistas contra o Instituto Royal

À época, os ativistas percorreram três andares do prédio e recolheram os animais, levando-os para fora do local. Segundo eles, havia pelo menos um cachorro morto e outros estavam com os pelos raspados. Parte das instalações foi depredada durante a invasão.

A Polícia Militar impediu que o grupo deixasse o local, mas muitos ativistas já tinham saído do estabelecimento levando animais em seus veículos. A direção do instituto classificou a invasão como "ato de terrorismo" e informou que suas atividades são acompanhadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Várias campanhas contra as atividades da empresa são feitas há alguns meses em redes sociais. O Instituto Royal é investigado pelo Ministério Público pelo uso de cães em testes para a indústria farmacêutica.

* Com AE

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