Segundo prédio mais alto, Edifício Itália atrai por ter a melhor vista de SP

Por Ana Flávia Oliveira - iG São Paulo | - Atualizada às

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Com 46 andares e 165 metros de altura, a vista do terraço do Edifício Itália, no centro da capital, impressiona visitantes

"A vista é linda, impressionante!". "Aquela é a Catedral da Sé? E aquela é avenida Paulista". "Olha a serra da Cantareira ali no fundo". Esses são os diálogos mais comuns de paulistanos e turistas que visitam os dois últimos andares do Edifício Itália, ocupados pelo restaurante Terraço Itália, na esquina da avenida Ipiranga com a São Luis, no centro de São Paulo. O mirante, no alto do prédio de 46 andares, permite uma vista panorâmica da cidade inteira.

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Visão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraVisão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraDetalhe da fachada e ar-condicionados. Foto: Ana Flávia OliveiraPainéis que contam a história do prédio. Foto: Ana Flávia OliveiraPainéis que contam a história do prédio. Foto: Ana Flávia OliveiraPainéis que contam a história do prédio. Foto: Ana Flávia OliveiraPainel do prédio iluminado. Foto: Ana Flávia OliveiraRestaurante Terraço Itália. Foto: Ana Flávia OliveiraSecretaria do curso de italiano do Circolo. Foto: Ana Flávia Oliveira

O iG publica todas sexta-feiras um especial com os edifícios mais emblemáticos da capital paulista. Será publicada uma reportagem por semana

Segundo maior edifício da cidade, com 165 metros de altura, tem a seu favor a posição topográfica mais alta que o do primeiro colocado no ranking de arranha-céus da cidade, o Mirante do Vale, que tem cinco metros a mais de altura, mas está instalado no vale do Anhagabaú e, por isso, parece ser mais baixo.

O edifício foi concebido em 1953 para abrigar o Circolo, tradicional clube da colônia no País. Após um concurso, o arquiteto alemão Franz Heep foi escolhido para projetar a nova sede do clube.

Heep construiu um dos primeiros edifícios em estilo moderno, com uma única torre esbelta demarcada por brises-solei (quebra-sol), em toda a fachada. “O Itália foi um dos primeiros prédios da escola modernista da arquitetura. Antes eram construídos no estilo de Ramos Azevedo”, diz o arquiteto e responsável pela manutenção do Itália, Rogério Campos de Magalhães, fazendo referência ao estilo neoclássico e eclético do profissional responsável por prédios como o do Theatro Municipal de São Paulo e a Pinacoteca do Estado.

Ana Flávia Oliveira
Visão panorâmica de São Paulo atrai visitantes para o Edifício Itália

O prédio foi inaugurado em 1965, após cerca de cinco anos do início da construção. Na época da inauguração, ele detinha o título de mais alto da cidade - o rival Mirante do Vale foi inaugurado dois anos depois.

Segundo Magalhães, durante as escavações do subsolo, os operários perfuraram um lençol freático, que atrasou a inauguração em um ano e meio. “Foram colocadas duas bombas alternadas que expulsam a água 24 horas por dia. Sem isso, o prédio demoraria cerca de sete horas para ser totalmente inundado”, diz Magalhães. Segundo ele, também foi construída, a oito metros abaixo do nível da rua, uma parede de 60 cm de concreto que separa a fundação da água.

Com 52 mil metros quadrados de área construída, além de lojas e escritórios, o prédio abriga o Circolo Italiano, o restaurante Terraço Itália, nos dois últimos pavimentos, e o teatro Itália.

“Só a torre tem 41 andares, a partir do quinto andar, que são onde estão as empresas. São dois prédios em um único lugar. Nos primeiros pavimentos tem o Circolo, mezanino de lojas e o saguão, e o teatro”, explica Magalhães.

O prédio ainda tem no térreo uma galeria de lojas (a maioria vazia), que foi perdendo espaço com a decadência da região central, a partir do fim da década de1970 e o advento dos shoppings.

“Antes as duas entradas da avenida São Luis e da avenida Ipiranga eram abertas 24 horas por dia. A da São Luis foi fechada por uma questão de segurança e terminou de matar a galeria. Uma pena. Economicamente não interessa manter uma loja aberta onde não tem publico”, lamenta Magalhães. Atualmente, poucas lojas da galeria estão alugadas. “Só as que têm frente para rua tem rotatividade”, explica o arquiteto. O prédio tem capacidade para receber cerca de 10.000 pessoas por dia, além de uma população flutuante, que pode chegar a até 25 mil por dia.

Veja a vista do alto do prédio:

Fachada

Quando foi contratado, Magalhães teve a missão de restaurar toda a fachada do edifício, feita com fulget, revestimento de granito granulado. “Com o tempo, placas de fulget foram se decolando e nós fizemos toda o trabalho de restauro para manter as características iniciais. Após terminar, o trabalho fui contratado para revisar todo o prédio”, diz o arquiteto Magalhães. Depois da revisão da estrutura, da parte elétrica e hidraulica, a briga dele é para retirar todos os aparelhos de ar-condicionado que ocupam espaço excessivo nas 4.000 janelas do edifício, e degradam o material da fachada. 

“A primeira coisa foi fazer uma campanha para evitar que o pinga-pinga da água dos aparelhos, que antes caia no beral das janelas, fosse captado e direcionado para o ralo. Agora, estamos tentando fazer com os locatários troquem os aparelhos de ar-condicionado por uns menores, que possam ser instalados sem a retirada dos brises das janelas", diz. Segundo ele, desde que começou a trabalhar no edifício, 150 dos cerca de 560 aparelhos já foram substituídos por modelos menores que não interferem na fachada. Por ser protegido pelo patrimônio histórico, o edifício não pode ter alterações no seu projeto.

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Terraço Itália

Atração à parte, o famoso restaurante de cozinha italiana (ou a vista dele) é o principal chamariz de público ao prédio. Ocupando os dois últimos pavimentos do Itália, tem paredes de vidro do chão ao teto, que permitem vista panorâmica de toda a cidade.

Apesar de constar no projeto inicial do arquiteto Heep, o restaurante só foi inaugurado dois anos depois do prédio, pelo então prefeito da cidade, Faria Lima. Hoje 47 anos depois, reina absoluto como uma das vistas mais lindas da cidade.

Paulista de Pindamonhagaba, Magalhães não se envergonha de dizer: “Só fui conhecer  geografia de São Paulo depois que vim trabalhar aqui”, diz mostrando os principais pontos da capital do alto do segundo prédio mais alto de São Paulo. A visitação ao terraço é gratuita e independente do restaurante.


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