Funcionários da Fundação Casa iniciam greve em São Paulo

Por iG São Paulo |

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Categoria rejeitou o reajuste de 6,17% proposto pelo governo. Ainda não informação da quantidade de funcionários parados

Os funcionários da Fundação Casa de São Paulo iniciaram à 0h desta quinta-feira (10) a em greve em todas as unidades do Estado. O sindicato diz que os serviços de higiene e alimentação serão mantidos, mas o transporte e atividades extras estão suspenso. Ainda não informação da quantidade de funcionários parados.

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Wanderley Preite Sobrinho
Funcionário da Fundação Casa tomaram decisão nesta quarta-feira (09)

Ontem (09), aproximadamente duzentos funcionários decidiram confirmar a decisão tomada no final do mês passado de entrar em greve. A categoria rejeitou o reajuste de 6,17% proposto pelo governo do Estado. Os funcionários da antiga Febem pedem reajuste de 53,63% acima da inflação, além de reposição de perdas, isonomia do Plano de Cargos e Salários e maior segurança no local de trabalho. 

A recomendação inicial é para que apenas 30% dos funcionários trabalhem. O restante "não deve ficar em casa", recomendou o presidente do Sindicato, Aldo Damião. "Vamos estar nos portões das unidades trabalhando para a conscientização de todos", disse.

"Todo mundo na porta de todos os centros a partir das 6h e, às 10h, concentração no Sindicato." Ao todo, 12 mil pessoas trabalham na Fundação e podem aderir à greve.

Ao iG, a Fundação Casa enviou nota afirmando que "a execução de medidas socioeducativas é uma prestação de serviço continuada (24 horas por dia)" e, por isso, "o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 70% dos funcionários de cada um dos 148 centros socioeducativos do Estado de São Paulo permaneçam em atividade em cada horário do plantão, de forma que os adolescentes que cumprem as medidas socioeducativas não sejam prejudicados pela decisão sindical."

Caso descumpra a decisão, será aplicada multa diária de R$ 100.000,00 ao sindicato. "Oficiais de justiça serão enviados aos centros socioeducativos para verificar o cumprimento da decisão judicial."

A Fundação informa ainda que, ente 2005 a 2013, "os sucessivos aumentos dados pela instituição perfazem, somados, 66,75% - a inflação no período oscilou de 50,73% a 59,27%, dependendo do índice utilizado."

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