Promotor pede condenação de réus no acidente da TAM por crime doloso

Por Agência Brasil |

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Para a procuradoria, a ex-diretora da Anac Denise Abreu e o então diretor da TAM Marco Aurélio dos Santos de Miranda assumiram os riscos de expor ao perigo aviões em Congonhas

Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação de dois réus no acidente do voo TAM JJ 3054 por atentado doloso contra a segurança do transporte aéreo. Para a procuradoria, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu e o então diretor de Segurança de Voo da TAM Marco Aurélio dos Santos de Miranda assumiram os riscos de expor ao perigo os aviões que operavam no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Caso condenados, podem pegar até 24 anos de prisão.

Fevereiro: Justiça ouve réus do acidente com avião da TAM em São Paulo

Em relação ao então vice-presidente de Operações da TAM, Alberto Fajerman, também denunciado no processo, o MPF pediu a absolvição do réu por falta de provas.

Veja imagens de protestos durante outras fases do julgamento:

Movimentação do julgamento da TAM em São Paulo, nesta quarta-feira (07). Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloBandeira brasileira com os nomes dos 199 mortos do acidente de 2007. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloCartaz com a imagens das vítimas do acidente aéreo de 2007. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloMaria Estala Outor, em frente à 8º Vara Criminal Federal de São paulo, nesta quarta-feira (07). Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloRoberto Silva perdeu a filha Madalena Silva, 20 anos, comissária de bordo, no acidente da TAM. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloAparecida Bertoldi, em frente a sede da Justiça Federal em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloMovimentação do julgamento da TAM em São Paulo, nesta quarta-feira (07). Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloVilma Oliveira, em frente à 8º Vara Criminal Federal de São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São Paulo

No acidente, no dia 17 de julho de 2007, morreram 199 pessoas. Um avião que saiu de Porto Alegre chocou-se contra o prédio da TAM Express, ao lado do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por não ter conseguido parar na pista ao pousar. Além dos passageiros e da equipe de bordo, morreram pessoas que estavam em terra.

Os réus foram ouvidos pela 8ª Vara Criminal Federal em São Paulo, no último dia 14 de fevereiro. A partir dos depoimentos, a procuradoria teve prazo de 45 dias para apresentar as alegações finais, entregues na sexta-feira (4). A defesa terá agora o mesmo prazo para apresentar sua argumentação. Depois disso, deverá ser publicada a sentença, que pode sair apenas no segundo semestre deste ano.

Veja página especial do iG sobre desastres aéreos

Os três réus haviam sido denunciados por atentado culposo contra a segurança do transporte aéreo. No entanto, após a análise dos depoimentos e provas apresentados durante o processo, o procurador Rodrigo de Grandis avaliou que Denise Abreu e Marco Aurélio Miranda agiram para permitir a continuidade dos pousos em Congonhas, mesmo sabendo que as condições não eram apropriadas.

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