Nível de água do sistema Cantareira cai a menos de 13% pela primeira vez

Por iG São Paulo |

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Nível do sistema Cantareira atingiu 12,9% nesta segunda-feira, após dois dias estacionado na marca dos 13%

O nível de água do Sistema Cantareira, que abastece mais da metade da região metropolitana de São Paulo, manteve a trajetória de queda e ficou abaixo do nível de 13% pela primeira vez na história, segundo dados no site da Sabesp nesta segunda-feira (07). O nível do sistema atingiu 12,9%, após dois dias estacionado na marca dos 13%.

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A trajetória de queda do nível do sistema tem levantado preocupações sobre o risco de racionamento de água, o que tem sido negado pela Sabesp e pelo governo estadual.

Confira imagens do sistema Cantareira:

Sistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis

Na semana passada, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, defendeu medidas restritivas para o Sistema Cantareira, pois, segundo ele, não há solução técnica de engenharia possível no curto prazo para resolver o problema de abastecimento da região metropolitana de São Paulo e da Bacia do Rio Piracicaba, que abastece a região de Campinas.

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O Cantareira é o maior reservatório de água de São Paulo e abastece quase 9 milhões de pessoas na região metropolitana. A situação atual é a pior desde que o sistema foi criado, na década de 1970.

Guillo defende uma solução negociada entre os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro sobre a proposta paulista de captar água na Bacia do Rio Paraíba do Sul. A intenção do governo paulista é interligar um dos rios da bacia ao Sistema Cantareira que, por falta de chuva, registra os piores níveis dos últimos 40 anos.

“A ANA está fazendo um esforço para colocar à mesa São Paulo e Rio de Janeiro para fazer essa discussão e buscar uma solução integrada. A discussão entre São Paulo e Rio de Janeiro, no começo, me pareceu que tinha mais a ver com voto do que a ver com água. Estamos vivendo um problema que está inserido dentro de um quadro político-eleitoral”, disse Guillo.

Para o coordenador do Programa Mananciais, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Ricardo Araújo, a captação de parte [das águas] do Rio Paraíba do Sul é importante para a recuperação dos reservatórios do Sistema Cantareira.

“Acreditamos que, do ponto de vista técnico, essa solução é plenamente justificável e não prejudica ninguém. Estamos numa fase em que precisamos avançar mais nas conversas [entre Rio e São Paulo]. Não acredito que haja regiões que sejam proprietárias de água. São Paulo tem necessidade enorme dessa água, sob risco de situações muito mais graves”, alertou Araújo.

Segundo ele, a vazão que atualmente é captada no Sistema Cantareira é, em tese, de racionamento. “Estamos captando pouco menos de 25 mil litros de água por segundo. Há um déficit de 6 mil litros por segundo, que estamos compensando por meio de bônus à população, quando ela economiza água, e da transferência de outros sistemas de abastecimento de água de São Paulo para a área de atendimento do Cantareira, particularmente do Sistema Guarapiranga e do Alto Tietê”, ressaltou.

Araújo ressaltou, porém, que tais medidas ainda não são suficientes para recuperar o Sistema Cantareira, que continua decaindo. “Do ponto de vista de curto prazo, para 2014, não há solução. Temos que tentar manter o abastecimento dentro das restrições. Um aporte novo de água que supere a falta de chuva anterior é impossível”, afirmou.

De acordo com o deputado Guilherme Campos (PSD-SP), o racionamento de água para a região afetada já deveria ter começado em janeiro. “Não vejo outra alternativa para a região no curto prazo que não seja o racionamento. Hoje, o volume de água reservado no Sistema Cantareira está em torno de 13%. Há um ano, estava na ordem de 60%”, disse.

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