Obras do novo PS atrasam e Hospital do Servidor segue com pacientes no corredor

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Prevista para abril, nova unidade está longe de ficar pronta, segundo operários que trabalham na obra de hospital de SP

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Previsto para ser inaugurado em abril, Pronto-Socorro está com as obras em atraso

Prometido para ser entregue em abril, o novo pronto-socorro do Hospital do Servidor Público Estadual vem sofrendo atrasos nas obras e corre o risco de completar mais um mês sem atender um único servidor. Enquanto isso, os pacientes - a maioria idosa - passam horas nos corredores aguardando atendimento.

De acordo com operários da obra - que preferiram guardar sigilo sobre seus nomes -, boa parte do acabamento interno do novo PS está concluído, mas a parte externa “vai demorar para terminar”. Apesar do atraso, dizem eles, a ordem é para que tudo esteja pronto ainda em abril. “Já era para estar pronto”, afirmou um deles.

Diante da superlotação do P.S e da falta de estrutura em outros setores do hospital, o governo do Estado liberou R$ 146,7 milhões para uma grande reforma . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPrevisto para ser inaugurado em abril, o novo pronto-socorro está com as obras em atraso. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPrimeira obra a ser entregue, a previsão é de que o P.S esteja pronto este mês, apesar do atraso relatado por operários que trabalham em sua construção. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEnquanto isso, no antigo P.S, idosos se aglomeram nos corredores aguardando por horas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA aposentada Maria Cecília, de 63 anos, esperava atendimento há 3 horas. "Estou aqui de teimosa. Nunca tem previsão pra atender a gente". Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEnquanto as cadeiras estão todas ocupadas.... Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGOs pacientes aguardam no corredor, em pé, ou em cadeiras de roda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO professor Henrique Macedo, de 53 anos, era outro paciente insatisfeito: "Cheguei às 11hs espirrando sangue, mas avaliaram meu problema como 'leve' . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGNo detalhe, idosas aguardam atendimento no corredor. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG

Em razão da superlotação do atual pronto-socorro – que recebe em média 500 pessoas por dia – e da falta de estrutura em outros setores do hospital, o governo do Estado liberou R$ 146,7 milhões no ano passado para que a autarquia responsável pelo complexo, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), entregasse uma grande reforma até maio do ano que vem.

Leia também: 

Ortopedia do Hospital do Servidor entra em crise e idosos esperam nos corredores

Número de leitos no Hospital do Servidor Estadual é o mesmo desde 1961

Reforma no Hospital do Servidor é insuficiente para acabar com superlotação

No planejamento divulgado em maio de 2013, o Iamspe projetava contratar hospitais de retaguarda para ajudar no atendimento enquanto o serviço de emergência passasse por reformas. A novidade era a construção de um pronto-socorro exclusivo para idosos, 60% dos pacientes atendidos.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
A aposentada Maria Cecília, de 63 anos, esperava atendimento há 3 horas. "Estou aqui de teimosa. Ninguém dá previsão para atender"

Questionado a respeito, o Iamspe afirmou que apenas um pronto-socorro sairá do papel, mas “o espaço receberá características especiais para atendimento à população idosa, incluindo adequação de consultórios e área física com dimensões de acessibilidade”.

A aposentada Maria Cecília, de 63 anos, espera que o novo PS desafogue o atual, onde ela aguardava atendimento por três horas nesta quinta-feira (3). “Eu fico aqui de teimosa. Ninguém dá previsão para atender”, diz ela, que precisou intervir para que uma idosa de 93 anos recebesse atendimento. “Ela tinha chegado às 6h e ninguém tinha feito nada com ela até 14h30.”

Professor, Henrique Macedo, de 53 anos, chegou ao hospital "espirrando sangue", mas esperava atendimento há quatro horas. “Esse lugar sempre foi esse descaso.” O também professor Marcos Antônio (42) recusa o conformismo. “Toda a vez que eu venho, preciso brigar para ser atendido.”

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas