Familiares pedem reabertura de inquérito e nova investigação do caso Pesseghini

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Advogada de parentes diz que investigação foi "insuficiente", mas Polícia Civil considera o caso encerrado

Arquivo pessoal
Garoto ao lado do pai Luiz Marcelo Pesseghini. Menino sofria com problemas mentais

Os avós paternos do garoto Marcelo Pesseghini, 13 anos, acusado de matar os pais, a tia e a vó e se matar, em agosto do ano passado, contestam de homicídio, seguido de suícidio da polícia e querem a reabertura do caso.

Segundo a advogada criminalista Roselle Soglio, especialista em perícias criminais, contratada pelos avós do garoto, faltam elementos na investigação para apontar Marcelo como autor do crime. 

"Temos elementos para acreditar que a investigação foi insulfiente. A polícia partiu do princípio que o Marcelo era o autor e não investigou todo o resto", disse.

Veja o que leva a polícia a apontar menino como autor da morte de PMs em SP

Ela cita a possibilidade de ser falso o depoimento do  soldado João Batista da Silva Neto, uma das primeiras pessoas a encontrar os corpos. "No dia anterior ao crime, ele disse que a família participava de um churrasco em casa, mas a polícia encontrou ingressos de cinema para os três no mesmo horário do churrasco que ele disse ter recusado. Por que alguém mente para a polícia? É estranho", questiona. 

A advogada afirma ainda que apresentou um relatório ao delegado questionado "pontos técnicos" do laudo do Instituto de Criminalística (IC). 

"Eu não estou convencida da dinâmica dos fatos. Eu apresentei 16 quesitos para serem respondido pelo IC que não ficaram claros nos inquérito, entre eles a preservação do local do crime, posição dos projéteis, posição em que o Marcelo cai, entre outros", diz. 

A Polícia Civil informou que a investigação sobre o caso está encerrada e que não há a possibildadade de reabertura. "A dinâmica do crime e a autoria estão totalmente esclarecidos com os laudos e depoimentos", informou. 

O crime

Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na casa onde viviam na zona norte de São Paulo, em agosto do ano passado. Entre os mortos, estavam dois policiais militares — o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos. 

Uma das primeiras preocupações era que a família tivesse sido atacada por uma facção criminosa. Mas a possibilidade foi descartada pela polícia logo no começo das investigações, que apontaram o estudante Marcelo como o principal suspeito de ter matado a família e cometido suicídio cerca de 15 horas depois. 

Segundo a polícia, o menino sofria de uma doença chamada "encefalopatia hipóxica" (falta de oxigenação no cérebro), que causou um quadro de delírio encapsulado” (ideias delirantes), que foi estimulado por jogos violentos de videogame.

 




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