Manifestantes sem-teto chegam à sede da prefeitura em São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Manifestantes pedem avanço em projetos de moradia popular na zona sul da capital. Outro protesto do MTST esta manhã paralisou o tráfego na rodovia Anhanguera, sentido São Paulo

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) chegaram à sede da prefeitura de São Paulo no fim da manhã desta quarta-feira (26). Por volta das 12h50, representantes do movimento foram recebidos pelo secretário municipal de habitação de São Paulo, José Floriano e pelo secretário de relações governamentais, Paulo Frateschi. Durante cerca de três horas o grupo realizou uma passeata por grandes avenida da zona oeste e centro da capital.  

Estrada: Protesto bloqueia pista da Anhanguera no sentido São Paulo

Manifestantes do MTST se concentram no Largo da Batata, zona oeste de SP. Foto: Dario Oliveira/Futura PressProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTSTProtesto do movimento sem-teto por avenidas da São Paulo nesta quarta-feira (26). Foto: Divulgação/MTST

No início da manhã, o movimento se concentrou no Largo da Batata, próximo à estação Faria Lima da Linha 4-Amarela do Metrô, na zona oeste de São Paulo, e seguiram para a região da sede da prefeitura. 

No trajeto, a passeata bloqueou as avenidas Brigadeiro Faria Lima, Rebouças e Consolação até chegar ao Viaduto do Chá. Segundo a Polícia MIlitar, cerca de 3 mil manifestantes estão no local. A estimativa do movimento é de 6 mil participantes.

Os manifestantes pedem avanços em projetos de moradia nas regiões do Campo Limpo e Paraisópolis, na zona sul da capital paulista. Eles pedem ainda a revogação do decreto de utilidade pública para a região da ocupação Nova Palestina, na Estrada do M'Boi Mirim. Eles exigem que o plano diretor classifique a área como zona especial de interesse social, dedicada a construção de moradias populares.

O movimento, que reivindica melhores condições de moradia, reuniu pessoas das principais áreas de ocupação da cidade: Dona Deda, Capadócia, Faixa de Gaza, Estaiadinha, Nova Palestina, Chico Mendas, João Cândido, Che Guevara e Novo Pinheirinho. O grupo de manifestantes foi acompanhado por equipes da Força Tática da PM e da Polícia Civil.

Segundo Guilherme Boulos, um dos coordenadores nacionais do MTST, o resultado da última reunião com a prefeitura, há uma semana, não foi satisfatório. O movimento pede ao prefeito Fernando Haddad a revogação do decreto municipal que destina a área da Nova Palestina ao interesse social, com a construção de um parque, para que se torne área de interesse da habitação. Segundo um dos coordenadores da ocupação Nova Palestina, Francisco Gomes Roldan, vivem atualmente na área 10 mil pessoas.

O movimento também pede que a prefeitura não entre com ações de despejo em áreas ocupadas. De acordo com Boulos, a reintegração de posse da ocupação Vila Silvia, na zona leste, estava prevista para ocorrer hoje (26), mas foi adiada após protestos realizados pelo movimento em frente ao prédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CHDU) ontem (25) e na segunda-feira (24). Outra reivindicação dos manifestantes é o avanço em projetos habitacionais nas áreas do Campo Limpo e Paraisópolis.

A Secretaria Municipal de Habitação informou que está em negociação com as lideranças da ocupação Nova Palestina, para atender à demanda por moradia de aproximadamente 8 mil famílias que acampam em barracas de lona desde o dia 29 de novembro. Paralelamente, a prefeitura está fazendo um estudo de viabilidade para a construção de moradia no terreno e somente após essa análise poderá ser feita a revogação do decreto que destina a área para construção de um parque.

Um outro protesto do MTST paralisou o tráfego na rodovia Anhanguera no início da manhã. Os manifestantes atearam fogo a pneus para exigir melhores condições de moradia. Os motoristas que seguiam a direção a São Paulo ficaram parados. O congestionamento chegou a 4 km. A situação estava normalizada às 9h, segundo a concessionária Autoban. 

* Com Agência Brasil

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