Júri condena 10 PMs a penas de até 104 anos de prisão pelo massacre no Carandiru

Por iG São Paulo |

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Nove policiais militares foram condenados a 96 anos e um a 104 anos de detenção pela morte de oito detentos

Um júri popular formado por sete pessoas condenou na tarde desta quarta-feira (19), no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, dez policiais militares a penas que variam de 96 a 104 anos de prisão pela morte de oito presos. O episódio, que terminou com 111 pessoas assassinadas no dia 2 de outubro de 1992, entrou para a história como Massacre do Carandiru.

Na ocasião, dez detentos foram mortos, mas o juíz, a pedido da promotoria, inocentou os réus pela morte de dois detentos - um deles assassinado a facadas e o segundo morto em outro pavimento. 

O júri:

Julgamento do Carandiru entra no último dia

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Durante julgamento, perito diz que detentos não tiveram chance de reação

Futura Press
Julgamento do massacre do Carandiru

Foram considerados culpados por homicídio qualificado, já que não houve chance de defesa das vítimas. Os condenados, no entanto, podem pedir recurso da decisão em liberdade.

Antes da decisão, os promotores Márcio Friggi e Eduardo Olavo e o advogado de defesa Celso Vendramini falaram aos jurados por aproximadamente duas horas cada um. 

Na quarta etapa do julgamento, aconteceram os entre a promotoria e a defesa dos réus. Durante o debate, o promotor Eduardo Olavo Canto usou as duas horas e meia a que teve direito para também atacar o argumento utilizado pela defesa de que os policiais não estiveram no quinto pavimento e que, portanto, não poderiam responder pelas mortes dos dez detentos que ali estavam.

Mais:

1º júri: Júri condena 23 PMs a 156 anos de prisão por massacre no Carandiru

2º júri: Júri condena 25 PMs a 624 anos de prisão por massacre no Carandiru

3º juri: Advogado abandona plenário e julgamento do Carandiru é cancelado

Júris

Em abril do ano passado, um júri popular formado por sete pessoas condenou 23 policiais militares a 156 anos de prisão cada um pela morte de 13 detentos no massacre do Carandiru.

Na segunda etapa do julgamento que aconteceu em agosto, o júri condenou 25 policiais militares a 624 anos de prisão cada um pela morte de 52 detentos.

O julgamento do terceiro grupo de policiais militares foi cancelado em fevereiro depois que o advogado de defesa dos réus, Celso Vendramini, abandonou o plenário do Fórum da Barra Funda. Vendramini reclamou de não estar recebendo do juiz tratamento idêntico ao que era dado aos dois promotores, Márcio Friggi de Carvalho e Eduardo Olavo Canto Neto.

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