Ato contra a Copa amplia reivindicações nos transportes e espera 12 mil em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Manifestantes se reúnem nesta quinta-feira para reivindicar melhorias no transporte público, como diminuição da tarifa para R$ 2,50 e ônibus 24h. Será o primeiro do ano em dia útil

São esperadas ao menos 12 mil pessoas no terceiro protesto de 2014 contra a realização da Copa do Mundo. A concentração do ato, organizado pelo Facebook, está marcada para esta quinta-feira (13), às 18h, no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

J. Duran Machfee/Futura Press
Cartaz colado no centro de São Paulo (SP)convoca para manifestação do grupo Não vai ter Copa


É o primeiro protesto do ano realizado em dia útil e horário de pico. Na tarde de terça-feira a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que não preparou esquema especial de monitoramento do trânsito na região. Os manifestantes não informaram qual o trajeto que a marcha deve seguir.

Segundo os organizadores, o protesto, desta vez, terá como tema principal o transporte público, o mesmo que motivou as grandes manifestações do ano passado.

“Nesse dia 13, quinta-feira, nos reuniremos pelo direito ao transporte 24 horas, redução da tarifa para R$ 2,50 e pela abertura da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] do cartel nos transportes, alem de mais transparência na elaboração e divulgação das planilhas de custo -apresentadas pelas empresas de ônibus para justificar a tarifa subsidiada-, fiscalização mais rigorosa das empresas e novos critérios de licitação e contratação das empresas”, informou o grupo ao iG.

Este é o terceiro protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil realizado em São Paulo neste ano.

Veja imagens do último protesto:

Manifestante é detida durante o protesto contra a Copa no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressBlack blocs atacam estabelecimentos comerciais no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressCerca de cem manifestantes foram detidos, segundo advogado . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAo menos 25 manifestantes detidos no protesto ficaram sentados no chão, em frente ao 78 °DP. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGProtesto teve cerca de 120 detidos. Parte deles foi liberada ainda no centro. Na imagem, manifestantes levados ao 78° DP. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGParte dos manifestantes foi levada ao 78° Distrito Policial, dos Jardins. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes em frente ao Theatro Municipal de São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes seguiram pelas ruas do centro após o confronto com a polícia. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia fecha quarteirão da Xavier de Toledo, onde houve o confronto. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia cerca grupo de manifestantes detidos durante o confronto na rua Xavier de Toledo. Foto: Vitor Sorano/iGPM na rua Xavier de Toledo, onde houve confronto. Foto: Vitor Sorano/iGPoliciais militares revistam manifestante detido. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGBlack blocs depredaram estabelecimentos no centro de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes depredaram agência bancária do centro de São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia Militar faz cordão de isolamento no centro de São Paulo após tumulto. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes vestidos de preto e mascarados lideraram o protesto. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se reuniram em protesto contra a Copa. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se concentraram na praça da República. 'Pentacampeão, de injustiça e de corrupção', gritavam pelas ruas do centro. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se concentram na praça da República. Foto: Vitor Sorano/iGBlack blocs organizam cordão humano durante protesto. Foto: Vitor Sorano/iGPoliciais militares reforçam segurança no cruzamento da praça da República com a avenida São Luís. Foto: Vitor Sorano/iGOs estudantes Lucas Crivelaro e Willians Mardegan participam do protesto contra a Copa. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram na praça da República no segundo ato contra a Copa do Mundo (22/02/2014). Foto: Gabriela Bilo/Futura PressCerca de mil policiais reforçam a segurança na praça da República. Foto: Gabriela Bilo/Futura Press"Sem educação, não vai ter Copa", diz um dos cartazes preparados por manifestantes do segundo ato contra a Copa em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram para o segundo ato contra a Copa na Praça da República, centro de São Paulo (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram para o segundo ato contra a Copa na Praça da República, centro de São Paulo (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iG"Eu gosto de futebol, mas temos que sacrificar nossos gostos. Eu sou contra investimento para maquiar corrupção", diz Beto Fontes (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iG

No primeiro ato, no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade, policiais militares balearam o estoquista Fabrício Chaves, de 23 anos. Após levar dois tiros, Chaves ficou internado por 16 dias na Santa Casa de Misercórdia de São Paulo- cinco deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, houve depredação e 128 pessoas foram presas. 

Manifestante é baleado por PMs depois de protesto contra Copa no Brasil

'Ele ficou com medo e correu', diz irmão de jovem baleado em protesto de SP

A PM informou, na ocasião, que Chaves teria ameaçado policiais militares com estilete, que atiraram contra o jovem. Chaves disse, em depoimento, que só sacou o estilete após ser baleado. O caso está sendo investigado pelo 4º DP (Consolação) e pela corregedoria da corporação.

No segundo protesto contra a Copa, realizado no último dia 22, a Policia Militar usou, pela primeira vez, a chamada “Tropa do Braço”, grupo formado por 140 policiais militares não armados e treinados em artes marciais. Durante o protesto, que contou mais de 2.000 policiais e cerca de 1.500 manifestantes, a policia fez cercos e isolou os protestantes, impedindo que muitos deles prosseguissem a marcha. Pelo menos 230 pessoas- incluindo cinco jornalistas- foram levadas a quatro delegacias para “averiguação” e liberados após prestarem depoimento. Houve quebra-quebra e confrontos.

Vídeo: 'tropa do braço' se antecipa a black blocs e acaba com protesto em SP
Protesto contra Copa tem quebra-quebra e confronto com a polícia

Após a operação, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) considerou a ação da PM um sucesso, pois houve “menos confronto e menos violência”, disse ele, em entrevista coletiva.

Até o fechamento desta matéria, a PM não respondeu se vai manter a estratégia usada durante o último protesto.

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