Nível do Sistema Cantareira sobe pela primeira vez desde dezembro do ano passado

Por iG São Paulo |

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Apenas na primeira madrugada de março choveu o equivalente a 53,7% do total de chuvas do mês passado, diz a Sabesp

A chuva dos últimos dias no Estado de São Paulo trouxe alívio ao calor e fez o nível do Sistema Cantareira voltar a subir pela primeira vez desde dezembro. O índice do reservatório, que terminou fevereiro com 16,2%  atingiu 16,4% neste sábado (1º). 

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Segundo a Sabesp, choveu 39,2 mm nesta madrugada, o equivalente a mais da metade da pluviometria acumulada nessa represa em todo o mês de fevereiro (53,7%). A média histórica para o mês de março é de 184,1 mm. O Sistema Cantareira abastece cerca de 10 milhões de pessoas de parte da capital e de cidades da Grande São Paulo. 

Para que o volume de água armazenada atinja níveis minimamente aceitáveis, é preciso que a cabeceira do sistema receba pelo menos três vezes mais chuvas do que o normal, segundo estudo realizado pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). O estudo leva em conta a necessidade de consumo durante os meses de estiagem seca, que têm início em maio e terminam em setembro.

Veja imagens desoladoras do Sistema Cantareira: 

Sistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis


O governador Geraldo Alckmin já autorizou a Sabesp a utilizar a reserva técnica de água das represas do Sistema Cantareira, o chamado volume morto. Os engenheiros da empresa elaboraram o pacote de ações para aproveitamento desse volume. O processo de compra de 20 bombas para a captação dessa água e das barragens está em curso. O investimento previsto é de R$ 80 milhões, com início da operação previsto para daqui a 60 dias, segundo a Sabesp. 

Embora os paulistanos tenham enfrentado fortes chuvas na última semana, a precipitação na região do sul de Minas Gerais, onde se formam os rios que abastecem o sistema Cantareira, não foi suficiente. Essa cabeceira está localizada nas cidades de Camanducaia, Extrema, Sapucaí-Mirim, Joanópolis e Nazaré Paulista.

A previsão dos institutos de meteorologia é que as chuvas voltem aos níveis médios em março, possibilitando a recuperação do sistema. Em dezembro e janeiro as represas do Sistema Cantareira registraram o mais baixo volume de chuvas da história. Fevereiro também ficou abaixo da média. 





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