São Paulo compartilhará estratégia da "tropa de braço" com outros Estados

Por Agência Brasil |

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Secretário de segurança e governador de São Paulo reuniram-se nesta sexta-feira, em Brasília, com ministros para discutir medidas de segurança para a Copa do Mundo

Agência Brasil

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse nesta sexta-feira (28) que o governo federal manifestou interesse em que o governo paulista compartilhe com outros Estados a estratégia da chamada “tropa do braço”. O secretário e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reuniram-se nesta sexta-feira (28), em Brasília, com ministros para discutir medidas de segurança para a Copa do Mundo.

Veja a "tropa do braço" em ação:

A “tropa de braço” é uma equipe com treinamento em artes marciais e foi destacada no último sábado (22), pela Polícia Militar (PM) de São Paulo, para conter um protesto contra a Copa do Mundo na capital. A tática consiste em isolar os black blocs antes que comecem a praticar atos de vandalismo.

“A avaliação do governo federal foi positiva, o ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] já expressou isso publicamente", disse Grella. Segundo ele, o Ministério da Justiça pediu que fosse convocada uma reunião para que a experiência de São Paulo fosse transmitida para outros estados, tendo em vista os bons resultados obtidos. "Nós nos colocamos à disposição para a reunião com outros estados a fim de transmitir o planejamento, a estratégia”, acrescentou o secretário

De acordo com o governador Geraldo Alckmin ressaltou que a estratégia de segurança do estado para a Copa em São Paulo está sendo planejada para receber 15 delegações e levando em conta que a capital será palco de seis jogos do Mundial. “Teremos em São Paulo quase metade das delegações do Brasil. Então, teremos muito deslocamento para o aeroporto e o estádio. Discutimos escolta, segurança, haverá um conselho de coordenação desse trabalho, que era um trio com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Federal e o Exército, e nós sugerimos incluir também a prefeitura de São Paulo”, disse Alckmin.

Veja imagens do protesto em São Paulo:

Manifestante é detida durante o protesto contra a Copa no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressBlack blocs atacam estabelecimentos comerciais no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressCerca de cem manifestantes foram detidos, segundo advogado . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAo menos 25 manifestantes detidos no protesto ficaram sentados no chão, em frente ao 78 °DP. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGProtesto teve cerca de 120 detidos. Parte deles foi liberada ainda no centro. Na imagem, manifestantes levados ao 78° DP. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGParte dos manifestantes foi levada ao 78° Distrito Policial, dos Jardins. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes em frente ao Theatro Municipal de São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes seguiram pelas ruas do centro após o confronto com a polícia. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia fecha quarteirão da Xavier de Toledo, onde houve o confronto. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia cerca grupo de manifestantes detidos durante o confronto na rua Xavier de Toledo. Foto: Vitor Sorano/iGPM na rua Xavier de Toledo, onde houve confronto. Foto: Vitor Sorano/iGPoliciais militares revistam manifestante detido. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGBlack blocs depredaram estabelecimentos no centro de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes depredaram agência bancária do centro de São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia Militar faz cordão de isolamento no centro de São Paulo após tumulto. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes vestidos de preto e mascarados lideraram o protesto. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se reuniram em protesto contra a Copa. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se concentraram na praça da República. 'Pentacampeão, de injustiça e de corrupção', gritavam pelas ruas do centro. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se concentram na praça da República. Foto: Vitor Sorano/iGBlack blocs organizam cordão humano durante protesto. Foto: Vitor Sorano/iGPoliciais militares reforçam segurança no cruzamento da praça da República com a avenida São Luís. Foto: Vitor Sorano/iGOs estudantes Lucas Crivelaro e Willians Mardegan participam do protesto contra a Copa. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram na praça da República no segundo ato contra a Copa do Mundo (22/02/2014). Foto: Gabriela Bilo/Futura PressCerca de mil policiais reforçam a segurança na praça da República. Foto: Gabriela Bilo/Futura Press"Sem educação, não vai ter Copa", diz um dos cartazes preparados por manifestantes do segundo ato contra a Copa em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram para o segundo ato contra a Copa na Praça da República, centro de São Paulo (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram para o segundo ato contra a Copa na Praça da República, centro de São Paulo (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iG"Eu gosto de futebol, mas temos que sacrificar nossos gostos. Eu sou contra investimento para maquiar corrupção", diz Beto Fontes (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iG

O governador citou também as eleições de outubro, que considera mais um fator de atenção a mais a ser observado na discussão sobre a segurança pública no Mundial de Futebol. “No ano passado, na Copa das Confederações – sempre tem um burburinho eleitoral local. E olha que nem tinha eleição no ano passado. Então, neste ano, pelo fato de ter eleição e estamos mais próximos dela, é mais um fator de atenção”, destacou o governador.

Participaram da reunião os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Defesa, Celso Amorim, e do Esporte, Aldo Rebelo, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, José Elito, o secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella, e representantes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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