Vídeo: 'tropa do braço' se antecipa a black blocs e acaba com protesto em SP

Por Vitor Sorano e Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Na 1ª vez que participam de passeata, policiais treinados em artes marciais imobilizaram manifestantes; 230 foram presos

Escalada pela primeira vez desde o início das manifestações no Brasil, em junho do ano passado, a chamada "tropa do braço" – soldados com treinamento em artes marciais – não esperou o tradicional quebra-quebra promovido pelo black bloc para entrar em ação na manifestação de sábado (22) em São Paulo: antes que qualquer pedra fosse lançada, o grupo se atirou em direção aos manifestantes mais exaltados e os imobilizou, iniciando gritaria, corre-corre e os primeiros tiros com bala de borracha meia hora depois do início da caminhada.

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Veja fotos do protesto em São Paulo:

Manifestante é detida durante o protesto contra a Copa no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressBlack blocs atacam estabelecimentos comerciais no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressCerca de cem manifestantes foram detidos, segundo advogado . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAo menos 25 manifestantes detidos no protesto ficaram sentados no chão, em frente ao 78 °DP. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGProtesto teve cerca de 120 detidos. Parte deles foi liberada ainda no centro. Na imagem, manifestantes levados ao 78° DP. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGParte dos manifestantes foi levada ao 78° Distrito Policial, dos Jardins. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes em frente ao Theatro Municipal de São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes seguiram pelas ruas do centro após o confronto com a polícia. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia fecha quarteirão da Xavier de Toledo, onde houve o confronto. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia cerca grupo de manifestantes detidos durante o confronto na rua Xavier de Toledo. Foto: Vitor Sorano/iGPM na rua Xavier de Toledo, onde houve confronto. Foto: Vitor Sorano/iGPoliciais militares revistam manifestante detido. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGBlack blocs depredaram estabelecimentos no centro de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes depredaram agência bancária do centro de São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGPolícia Militar faz cordão de isolamento no centro de São Paulo após tumulto. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes vestidos de preto e mascarados lideraram o protesto. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se reuniram em protesto contra a Copa. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se concentraram na praça da República. 'Pentacampeão, de injustiça e de corrupção', gritavam pelas ruas do centro. Foto: Vitor Sorano/iGCentenas de manifestantes se concentram na praça da República. Foto: Vitor Sorano/iGBlack blocs organizam cordão humano durante protesto. Foto: Vitor Sorano/iGPoliciais militares reforçam segurança no cruzamento da praça da República com a avenida São Luís. Foto: Vitor Sorano/iGOs estudantes Lucas Crivelaro e Willians Mardegan participam do protesto contra a Copa. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram na praça da República no segundo ato contra a Copa do Mundo (22/02/2014). Foto: Gabriela Bilo/Futura PressCerca de mil policiais reforçam a segurança na praça da República. Foto: Gabriela Bilo/Futura Press"Sem educação, não vai ter Copa", diz um dos cartazes preparados por manifestantes do segundo ato contra a Copa em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram para o segundo ato contra a Copa na Praça da República, centro de São Paulo (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iGManifestantes se concentram para o segundo ato contra a Copa na Praça da República, centro de São Paulo (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iG"Eu gosto de futebol, mas temos que sacrificar nossos gostos. Eu sou contra investimento para maquiar corrupção", diz Beto Fontes (22/02/2014). Foto: Vitor Sorano/iG

Uma manifestante foi agarrada pelo pescoço por diversas policiais enquanto outros soldados tentavam esconder o momento em que a garota era jogada no chão. A mesma cena se repetiu por aproximadamente dez minutos na Praça Ramos de Azevedo, no centro, para espanto dos manifestantes, que corriam sem entender o que estava acontecendo.

Ao todo, 230 pessoas foram detidas, de acordo com a Polícia Militar. Parte dos detidos foi liberada, incluindo cinco jornalistas. "Vi prisões de forma arbitrária. Não pudemos acompanhar as revistas e houve agressões à imprensa", afirmou o advogado Igor Leone, que prestava assistência aos manifestantes. Um outro advogado dos garotos, Luiz Guilherme Ferreira, garantiu que a Tropa de Choque lhe tomou o celular das mãos durante as prisões. "Tomei uma gravata", afirmou.

Entre os manifestantes liberados por policiais, estavam uma advogada e três jovens que usavam camisetas vermelhas - dois deles da União Nacional dos Estudantes (UNE). "Mandaram a gente calar a boca, disseram que a gente é de partido político e está fazendo arruaça", disse o colega de Luiz na Unicamp, Guilherme Borges, de 21 anos, que tinha sangue no rosto, mas não estava ferido. "Muitas pessoas caíram uma por cima das outras", detalhou.

A manifestação começou de forma pacífica por volta das 17h na praça da República. Mil policiais foram mobilizados. Eles acompanharam cerca de mil manifestantes, que ocuparam as ruas aos gritos de "Não vai ter Copa", ao som de batucada, e com performances artísticas, em direção à rua Xavier de Toledo. Ali, o confronto começou. Policiais tentaram isolar black blocs. Houve correria e quebra-quebra. Mascarados atacaram agências bancárias. Quebraram vidros e picharam as fachadas. A polícia lançou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Os integrantes da "tropa do braço" agrediram não só manifestantes, mas também jornalistas.  Segundo balanço da PM, cinco policiais ficaram feridos - e dois dos 230 manifestantes detidos.

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