Total corresponde a mais de um quarto dos participantes, estimados em mil pela polícia. Entre eles, havia 43 menores

A polícia revisou para 260 o número de manifestantes detidos durante o protesto contra a Copa do Mundo no centro de São Palo no sábado (22). Entre eles, havia 43 menores, de acordo com a secretaria de Segurança Pública. Todos foram liberados. Ao todo, mil pessoas participaram do protesto, segundo a polícia.

SP amanhece com rastros de confronto

Assista a vídeos do protesto no centro de SP

Protesto contra Copa tem quebra-quebra e confronto com a polícia

Vídeo mostra ação policial no protesto. Assista:

Os detidos foram encaminhados a sete distritos policiais da região central da capital paulista: 1° DP na Liberdade, 2° DP no Bom Retiro, 3° DP no Campos Elísios, 4° DP na Consolação, 5° DP na Aclimação, 8° DP no Brás e 78° DP no Jardins. Eles foram enquadrados por lesão corporal, resistência, desacato, porte de arma, dano qualificado e ameaça, segundo a SSP. 

A manifestação começou de forma pacífica por volta das 17h na praça da República. Mil policiais foram mobilizados. Aos gritos de "Não vai ter Copa", ao som de batucada, e com performances artísticas, os manifestantes ocuparam as ruas do centro em direção à rua Xavier de Toledo. Ali, o confronto começou. Policiais tentaram isolar black blocs. Houve correria e quebra-quebra. Mascarados atacaram agências bancárias. Quebraram vidros e picharam as fachadas. A polícia lançou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Os integrantes da "tropa do braço" agrediram não só manifestantes, mas também jornalistas.

Veja imagens do protesto:

Segundo o Portal Terra, o fotógrafo, Bruno Santos, levou golpes dos policiais nas costas. Ele caiu, torceu o pé, precisou ser encaminhado a um hospital e relatou que o equipamento foi destruído por golpes de cassetete. O jornal Folha de S.Paulo informou que o repórter, Reynaldo Torullo, levou uma gravata de um PM, foi arrastado e jogado ao chão. O jornal O Globo noticiou que o repórter, Sérgio Roxo, filmava a confusão com um celular, quando foi imobilizado por um policial com um golpe no pescoço e teve o aparelho quebrado. O repórter do Portal G1, Paulo Toledo Piza, ficou retido por 30 minutos e impedido de trabalhar.

A Polícia Militar informou ter encontrado com alguns dos detidos máscaras,spray, estilingues, bolas de gude, correntes e porções de maconha. Funcionários do Metrô encontraram uma mochila com coquetel molotov na Estação Ana Rosa, zona sul da cidade. De acordo com a PM, o sistema de monitoramento por vídeo da estação registrou o momento em que um manifestante abandona a mochila.  Segundo balanço da PM, cinco policiais ficaram feridos - e dois dos mil manifestantes.

Na página do protesto no Facebook, o coletivo Se não tiver direitos, não vai ter Copa reclamou da atuação policial. “Antes do início da marcha, fizeram um desfile militar provocando manifestantes, semelhante ao da época da ditadura, para tentar amedrontar os manifestantes. Não conseguiram. O ato seguiu forte, composto por diversos grupos, até a altura do metrô do Anhangabaú quando o efetivo desproporcional da PM se lançou sobre um grupo de manifestantes. Agressão, transgressão dos direitos e prisão em massa. Advogados presentes que acompanhavam a abordagem absurda foram agredidos por policiais e impedidos de realizar o seu trabalho”, diz o comunicado. O grupo informa que vai convocar, em breve, um novo ato contra a Copa. A secretaria de Segurança Pública de São Paulo avalia se emitirá comunicado sobre a atuação policial.

*Com informações da Agência Brasil

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