SP tem segundo ato contra Copa e reforço de 'tropa do braço' da PM neste sábado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Protesto marcado para as 17h na praça da República teve mais de 13 mil pessoas que confirmaram participação. Manifestação é a primeira desde que jovem foi baleado no centro da cidade

Um novo ato contra a Copa do Mundo está marcado para as 17h30 deste sábado na praça da República, centro de São Paulo. Será o primeiro desde que o jovem Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, foi baleado por um policial, em 25 de janeiro. A manifestação marca também o primeiro dia de atuação da chamada “tropa do braço” para conter manifestantes.

A tropa é composta por um grupo de cerca de cem policiais treinados em artes marciais, com a missão de conter sem violência manifestantes que provocarem danos ao patrímônio público.

Polícia vai usar 'tropa do braço' pela primeira vez em manifestação em SP

Polícia libera todos os detidos em protesto contra a Copa em São Paulo

Veja imagens do protesto de de 25 de janeiro em São Paulo:

Ônibus é depredada na rua Augusta. Foto: Vitor SoranoConcessionária de carros teve vidros quebrados por manifestantes. Foto: Vitor SoranoManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa no Brasil. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa do Mundo no Brasil. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor SoranoManifestação contra Copa toma Avenida Paulista. Foto: Vitor Sorano

Na última manifestação em São Paulo, em 25 de janeiro, o jovem Fabrício Proteus Chaves levou dois tiros de um policial quando caminhava pelo centro. Atingido no tórax e no pênis, ele ficou internado por 16 dias na Santa Casa. A polícia investiga um conflito entre as versões de Fabrício, que diz ter reagido após ouvir os disparos e do policial, que alega ter sido ameaçado com um estilete.

Wanderley Preite Sobrinho/iG São Paulo
Policial mostra rojão utilizado por manifestantes cariocas

Nesta sexta-feira, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM de do Estado demonstrou o poder de fogo de explosivos apreendidos com manifestantes do protesto de janeiro. Primeiro, a queima de um “material incendiário", encontrado na mochila de um black bloc. Em seguida, foi disparado um rojão igual ao utilizado no protesto do Rio de Janeiro que vitimou o cinegrafista da Band, Santiago Andrade (49).

De acordo com o capitão Ricardo Folkis, a maior parte dos explosivos encontrados em manifestação são produzidos com material adquirido no mercado negro. “São materiais controlados, alguns pelo Exército. Alguns componentes são conseguidos na indústria farmacêutica”, afirmou. “Para a fabricação, é preciso um mínimo de conhecimento. Quem leva em um artefato desses em uma manifestação sabe o perigo que ele representa."

Morte de cinegrafista

BBC
Cinegrafista é atingido na cabeça em protesto no Rio

O protesto em São Paulo também será a primeira grande manifestação após a morte de Santiago Andrade, no Rio de Janeiro. Ele morreu após ser atingido na cabeça por um rojão. Parlamentares levantaram discussão sobre o projeto de lei anterrorismo que tramita no Senado e o secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame apresentou  ao Congresso proposta que  tipifica a violência dos protestos como crime de desordem e prevê prisão de até 6 anos e multa aos infratores.

Para os organizadores do protesto deste sábado, as duas propostas "visam restringir o direito à manifestação". Na página criada para convocação do protesto no Facebook,os organizadores afirmam que são contra a violência e atos individualizados como o que resultou na morte do cinegrafista. Eles criticam ainda o investimento público na estrutura da Copa e das Olimpíadas em detrimento do investimento na saúde, educação e transporte do País. 

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