Justiça ouve réus do acidente com avião da TAM em São Paulo

Por Agência Brasil |

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Três são acusados pelo crime de atentado contra à segurança do transporte aéreo e podem pegar pena de até 12 anos

Agência Brasil

A Justiça Federal de São Paulo começou a ouvir, na tarde desta sexta-feira (14), os réus apontados como responsáveis pelo acidente com o voo da TAM JJ 3054, em que morreram 199 pessoas em 17 de julho de 2007. No acidente, um avião que saiu de Porto Alegre chocou-se contra o prédio da TAM Express, ao lado do aeroporto de Congonhas, por não ter conseguido parar na pista, ao pousar. Além dos passageiros e equipe de bordo, morreram pessoas que estavam em terra.

Veja página especial do iG sobre desastres aéreos

Estão sendo ouvidos pela 8ª Vara Criminal Federal em São Paulo a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, o vice-presidente de Operações da TAM, Alberto Fajermann, e o diretor de Segurança de Voo da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro. Os três são acusados pelo crime de atentado contra à segurança do transporte aéreo e podem pegar pena de até 12 anos.

Veja imagens da lembrança dos 5 anos do acidente da TAM:

Memorial 17 de Julho recebe flores em homenagem às vítimas. Hoje a tragédia completa seis anos (16/07/2013). Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressDetalhe da parede do memorial na zona sul de São Paulo. Familiares realizarão vigília no local (16/07/2013). Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressMemorial foi oficialmente inaugurado no 5º aniversário da tragédia. Na terça (16), local foi limpo para receber os familiares. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressDetalhe do Memorial 17 de Julho, ao lado do aeroporto de Congonhas. Vigília está marcada para começar às 16h nesta quarta (16/07/2013). Foto:  Renato S. Cerqueira/Futura PressFlor deixada por familiar de vítima do acidente durante a inauguração do Memorial 17 de Julho (17/07/2012). Foto: AEMemorial 17 de Julho, em homenagem às 199 vítimas do acidente do voo TAM JJ 3054 (17/07/2012). Foto: AEFamiliar arremessa rosas brancas em direção ao memorial que possui os nomes de todas as vítimas (17/07/2012). Foto: AEVista aérea da praça que fica na frente da cabeceira da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo (17/07/2012). Foto: AEBispo diocesano de Santo Amaro, dom Fernando Antonio Figueiredo, realizou a missa em homenagem às vítimas (17/07/2012). Foto: AEFamiliares de vítimas carregam estrelas com os nomes dos que morreram naquela noite chuvosa de 2007 (17/07/2012). Foto: AEConclusão da Praça Memorial 17 de julho entregue na terça-feira aos familiares das vítimas (16/07/2012). Foto: AEOperários realizam limpeza e últimos detalhes antes da entrega do memorial (16/07/12). Foto: AEPraça foi desenhada pelos associados da Afavitam e foi projetada pelo arquiteto Marcos Cartum (16/07/12). Foto: Fábio Arantes/SecomOperários fazem os últimos retoques no Memorial 17 de julho antes da inauguração (16/07/12). Foto: Fábio Arantes/SecomAmoreira que sobreviveu ao acidente de 2007 no centro do Memorial 17 de julho, na zona sul. Foto: Fábio Arantes/SecomPara a realização do memorial, um convênio foi assinado com a Prefeitura de São Paulo no ano passado (16/07/12). Foto: AESilvia Xavier perdeu a filha Paula Masseran Xavier no acidente de 2007. "Esse lugar é santo", disse ao iG (16/07/12). Foto: AEMãe da vítima Douglas Henrique Outor Teixeira, Maria Estela Outor Teixeira, durante visita ao memorial (16/07/12) . Foto: AEChamas do acidente com o Airbus A320 da TAM. Choque com prédio da TAM Express causou uma explosão no terminal da companhia, na zona sul de São Paulo (17/07/07). Foto: AEChamas do acidente com o Airbus A320 da TAM. Ao todo, 199 pessoas morreram  (17/07/07). Foto: AEBombeiros tentam conter as chamas após acidente com Airbus A320, ao lado do Aeroporto de Congonhas, na zona sul (17/07/07). Foto: AEGrande incêndio era visto de longe na zona sul de São Paulo. Prédio atingido pelo Airbus ficava na av. Washington Luís (17/07/07). Foto: AEApós conter incêndio, bombeiros observam estragos com colisão de Airbus ao prédio da TAM Express (17/07/07). Foto: AESomente a parte traseira da aeronave que podia ser reconhecida após o incêndio (17/07/07). Foto: AECuriosos acompanham do outro lado da av. Washington Luís o trabalho dos bombeiros no combate as chamas (17/07/07). Foto: AEEscombros do prédio da TAM Express (06/08/07). Foto: AEJá no quarto ano de aniversário do acidente, familiares realizam missa no local da tragédia (16/07/11). Foto: AESilvia e Maria Estela acompanham os últimos trabalhos no Memorial 17 de julho antes da inauguração (16/07/12). Foto: AEEscombros do prédio TAM Express (06/08/07). Foto: AEAo lado, a antiga localização do prédio da TAM Express. Acidente é considerado o maior da aviação brasileira (16/07/12). Foto: AE

“Este julgamento é um marco para que as pessoas tenham mais responsabilidade no trato do transporte aéreo. Existe o risco, existe, mas vamos tentar minimizá-lo ao máximo. Uma companhia aérea despachar um avião completamente carregado, com um reverso inoperante para um aeroporto que eles sabem que não tem área de escape. Para mim, isso é irresponsabilidade. É isso que está sendo julgado aqui”, disse o presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054, Dario Scott, que perdeu a única filha, de 14 anos, no acidente.

Scott destacou que o julgamento dá uma satisfação para a sociedade de uma forma geral. "E [serve] para que as autoridades e as pessoas que trabalham no setor do transporte aéreo tenham mais responsabilidade. Que eles saibam que vão ter que responder por seus atos.Não é simplesmente por conta de interesses econômicos, abrir um aeroporto nas condições que foi aberto.”

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Segundo o advogado dos parentes das vítimas do acidente, Ronaldo Marzagão, a sentença deverá ser proferida possivelmente, em agosto. “Temos a expectativa de que apresentados os memoriais, [o que deve ocorrer em 30 dias] só faltará a sentença. Penso que, bem possivelmente, até o meio do ano, ou logo depois, em agosto, haja condições da sentença”, disse Marzagão.

O juiz Márcio Guardia está fazendo as oitivas. O procurador Rodrigo De Grandis respresenta o Ministério Público Federal. Os réus não quiseram falar com a imprensa.

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