São Paulo apresenta nova carteira de identidade

Por iG São Paulo |

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Novo RG deve acelerar emissão do documento e permitir a criação de um banco de dados que poderá colaborar no esclarecimento de crimes no Estado de São Paulo

O governador Geraldo Alckmin e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apresentaram nesta quinta-feira (06) a nova cédula de identidade digitalizada, produzida a partir de coleta biométrica (eletrônica) de dados e com nove itens de segurança. Segundo a SSP, alem de mais segura, a nova carteira vai acelerar a emissão do documento e permitir a criação de um banco de dados que poderá colaborar no esclarecimento de crimes.

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Divulgação
Alckmin durante a apresentação do novo documento em São Paulo

“É um grande avanço em termos de identificação civil e investigação criminal, além de reduzir custos para o Estado”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, durante o lançamento. O gasto do Estado com a emissão do RG que era de R$ 35, passa a ser R$ 9,69. 

Os novos RGs passarão a ser emitidos com um novo layout - confeccionado em papel especial, com película protetora. O documento traz nova tipologia. O número do RG, por exemplo, aparece em vermelho e negritado, para facilitar a visualização. Foto e impressão digital também vão permitir imagens mais nítidas.

Segurança

O novo documento tem nove itens de segurança. Um deles será o chamado QR Code, impresso no verso do RG. O código armazenará as informações do documento, como nome, data de nascimento e de emissão, e a fotografia criptografados.

Além do QR Code, a cédula contará com outras marcas e sinais de segurança, como fundo invisível, sensível à luz ultravioleta, com o brasão da República e inscrições da Secretaria da Segurança Pública e Polícia Civil.

A cédula continuará contando com o código de segurança frontal, uma combinação de letras e números que permite a verificação de sua autenticidade.

Banco de dados

O novo sistema de coleta das digitais cria um banco de dados de identificação civil e criminal. Gerenciado pelo software AFIS (Automated Fingerprint Identification System), a ferramenta guarda no banco de dados todas as digitais de novos RGs emitidos.

O banco de dados será alimentado também pelos cadastros do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Já está em processo de migração para o sistema AFIS 12 milhões de arquivos do Detran e 350 mil do Projeto Phoenix da Polícia Civil, onde é possível identificar se uma pessoa tem passagem pela polícia.

A estimativa é que em 24 meses, o banco de dados conte com 20 milhões de registros. Quando o banco de dados atingir esta marca, o RG poderá ser emitido em 24 horas na capital e na Grande São Paulo e em 10 dias no Interior. Hoje, os prazos são de oito, 30 e até 60 dias, respectivamente.

O AFIS permitirá o reconhecimento e comparação das digitais cadastradas no acervo com aquelas encontradas em locais de crime - cerca de 17 mil laudos de fragmentos de locais de crime estão sendo digitalizados -, por isso, a medida pode facilitar o esclarecimento de delitos, indicando o possível autor.

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