Secretário vê "vandalismo inusitado" em tumulto no Metrô de SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Para Jurandir Fernandes, dos Transportes Metropolitanos, houve ação orquestrada por grupos organizados

O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, classificou como "vandalismo inusitado" o tumulto ocorrido nas estações da Linha 3-Vermelha do Metrô na noite de terça-feira (4). Ele apontou a possibilidade de ação orquestrada por grupos organizados.

Veja fotos da confusão no Metrô:

Tumulto na Estação da Sé na noite desta terça-feira (4), após falha na Estação República, afetando a circulação da Linha 3-Vermelha . Foto: Oslaim Brito/Futura PressSeguranças do Metrô caminham sobre os trilhos na estação da Sé após falha que paralisou a Linha 3-Vermelha. Foto: Oslaim Brito/Futura PressEstação da Barra Funda fechou na noite desta terça, após falha que afetou dez das 18 estações da Linha 3-Vermelha. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press


"Esse botão de emergência é acionado quando você tem uma pessoa doente, uma pessoa passando mal, alguma situação em que o Metrô tem que parar. Agora, sete vezes, em menos de 40 minutos, em pontos distintos da Linha 3, por coincidência esse botão ser acionado é algo inusitado", afirmou o secretário. 

Na estação Sé, houve depredação e tumulto na plataforma. Alguns passageiros passaram mal. Outros disseram que foram agredidos por se recusarem a voltar para as composições. O acesso à plataforma da Linha 1-Azul teve de ser fechado, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

"Não há dúvida (que houve ação orquestrada)", declarou o secretário. "Temos depoimentos, temos câmeras, as imagens mostram isso, que grupos organizados gritavam palavras de ordem e incitavam a população a pular na linha, e nós temos as passarelas, você não precisa andar pela linha. E diziam, por pular na linha que o Metrô desliga e nós vamos parar o Metrô hoje".

As composições só voltaram a circular normalmente às 23h22. Esta manhã, ao Bom Dia São Paulo, o secretário recomendou à população que em caso de novos casos de paralisação das composições, que mantenha a calma. Ele prevê normalização do serviço em até 20 minutos. "E não acirrar os ânimos através desses vândalos. O mesmo vandalismo que tirou a liberdade de expressão das ruas quer entrar no Metrô", disse. 

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